sábado, agosto 01, 2009

e agora... férias!

partimos hoje... eu e os bizinhos melhores que alguma vez terei... desta vez vamos partilhar casa ao fim de todos estes anos...
assistir ao nascer do sol trouxe-me à memória tempo idos e saudade... 31 de julho era o dia do regresso, depois de um mês a acampar.
partíamos a 1 de julho carro e atrelado carregados cheios até não caber sequer um alfinete, eu e um dos meus irmãos (eles têm 13 anos de diferença que me lembre nunca chegamos a ir os 3 no carro) mais uma das minhas amigas ocupávamos o lugares de trás do carro encaixados entre os colchões, as malas e tudo mais que já não coubesse em mais lado nenhum. tudo carregado e saiamos durante a noite, ao nascer do sol já tinhamos chegado ao destino depois era aguardar que o parque abrisse, escolher o local que seria a nossa morada nos 30 dias subsequentes, atendendo ao espaço e às sombras dos pinheiros mansos que pontuavam o parque de campismo da praia verde, descarregar, montar o estaminé, entre estacas e martelos e mais a tenda pesada T2, a tenda cozinha, a rede, reconhecer o espaço os vizinhos de julho que tb vinham de loje com a casa às costas, que também gostavam da sombra daqueles pinheiros e aproveitar o sol e o mar, já passaram quase 20 anos desde a última partida... lembro-me do desespero que era acordar no meio de nenhures perguntar onde estavamos e perceber que para variar o meu pai se tinha perdido porque tinha seguido um atalho que ia dar a uma estrada sem saída no meio do alentejo, no tempo em que ainda não havia A2 e pensar "oh não outra vez!", lucky me que sempre dormi em qualquer lado com o mesmo afinco de quem dorme no melhor colchão do mundo, basta encontrar a posição certa. nunca pensei ter nostalgia desses tempos, que chegasse o dia que ia ter saudades dessas viagens que demoravam eternidades, saudades de estar perdida no meio do alentejo às 4 da manhã e voltar a adormecer tranquilamente por saber que o meu pai iria encontrar o caminho que nos levaria ao destino... era uma questão de tempo! agora já não se perde, há o gps's, o carro já é demasiado confortável e os estofos já não são compatíveis com o enchimento de todos os espaços com as cadeiras de campismo e os pinheiros da praia verde estão privatizados, há a auto-estrada que não facilita a tarefa de nos perdemos no meio do alentejo, o tempo de viagem é mais constante e na verdade os meus companheiros de viagem mudaram... são os bizinhos mas tenho para mim que esta viagem vai ter um bocadinho dos cheiros e do sabor daquelas... acho que é a isto que se chama crescer!


P.S. pai promete que quando fores avô (já é, lembram-se tenho uma sobrinha igualzinha a mim, com dois dentes e baba-se) encontras o tempo para repetir uma destas aventuras só para o teus netos saberem como foi especial?!?!?

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