quinta-feira, julho 30, 2009

em desespero...

dava para a segurança social fazer um concurso, em que a única forma de concorrer é um formulário on-line, em que todos os campos estivessem a funcionar ao mesmo tempo... é que das 1347 vezes que tentei concorrer ou funciona o campo código de publicitação do procedimento ou funciona o upload dos documentos obrigatórios... o mesmo é dizer estes gajos já arranjavam um informático que soubesse por o formulário a funcionar de outro modo estão a fazer-me perder tempo!!!

quarta-feira, julho 29, 2009

nunca pensei sentir isto...

mas fui ao site da minha escola secundária e tive saudades dos tempos que passei naquele campo durante o intervalos, enquanto ouvíamos a rádio da escola, o here comes your man era o hit da altura, e conversávamos e comentávamos quem passava e sonhávamos o que estava por vir... tudo tão tranquilo (na altura não parecia, mas era!)

terça-feira, julho 28, 2009

trivialidades

as alegrias ligadas ao serviço eram alegrias da ambição; as alegrias da sociedade eram alegrias de vaidade; mas as verdadeiras alegrias de ivan ilitch eram as alegrias do jogo de vint.

o bom do ivan não chegou a conhecer as alegrias que dão sentido à vida, são também as alegrias que mais doem quando partem... as alegrias do coração, pobre ivan tão cedo partiu deste mundo!

era como se descesse uma montanha imaginando que a subia. "e foi realmente assim. na opinião pública eu subia a montanha, e a vida fugia debaixo de mim na mesma proporção..."


lev tolstoi in a morte de ivan ilitch

amor V

se tivesse amor a quem escrever uma carta dir-lhe-ia:
"queria roubar-te da solidão acompanhada em que te encontras, impondo-me nos teus pensamentos sem pedir licença e... ser bem-vinda!"

uma vez que não tenho vou treinando por aqui, para quem o quiser ler, inspirada pelo mundo que aqui e ali escolho para me rodear...

amor IV

(...) vinte e cinco anos depois (...) quis fazer-te um poema propositadamente incompleto... (...) quis entender o sentido do mar na voz infinita dos búzios... desenhar incompleto essa espécie de poema apenas por estratégia (...) quero poesia em perpétuo movimento, com a certeza de que, sem ti, a vida teria sido e seris uma imensa escuridão maior que a noite, para além da noite sem sentido...


j.j. silva garcia, cidadão quase anónimo in cartas de amor de grandes homens

pois é...

isto do facebook tem sido um enorme mundo a explorar, depois de ter andado às turras com modelos internacionais, dediquei o meu tempo à criação de escargots, à gestão de um jardim zoológico, mas melhor melhor tem sido ser agricultora, cheia de vizinhos, com uma produtividade maravilhosa, lá ando eu entre as árvores de fruto, os animais e os vegetais... tudo a correr pelo melhor que a agricultura corre-me nas veias! obrigada aos meus avós, sem eles nunca teria encontrado um passatempo tão interessante!!!

coco avant chanel...

pois que havia uma razão para eu ir ao cinema quanto mais não fosse a "amélie" foi light, bem descontraído como se espera de um filme no verão, gostei! e gosto cada vez mais das salas das amoreiras que isto de ir ao cinema e poder estar quase como se fosse na sala da minha casa é um must... eu sei que não devia mas pus a perninhas em cima da cadeira do lado, encontrei a melhor posição, descontraí e deixei-me levar nas aventuras e desventuras da orfã no meio da alta sociedade de nível duvidoso... e não é que a carta fora do baralho se safa em grande!

segunda-feira, julho 27, 2009

parabéns...

a martinha passou com distinção no exame de patrão de costa... no caso patroa e olha que é substantivo que lhe assenta que nem uma luva. começo a vislumbrar fins de semanas inesquecíveis a bordo de embarcações nas águas maravilhosas... do rio trancão!!!
eu sou assim, tinha que estragar o momento.
parabéns não só à martinha mas ao bruno também... eternos bizinhos e enormes Amigos! viva o mais recente casal de patrões da região de lisboa e do porto também ;)

joana's gate

nunca falo de politica, mas... esta ocasião assim o exige... como as palavras não são minhas encontro-me acima de qualquer suspeita mas subscrevo inteiramente...

amor III

... as cartas são sinais de separação - sinais, pelo menos, pela necessidade de as escrevermos, de que estamos afastados. (...) as cartas são para as pessoas a que não interessa mais falar: para essas escrevo de boa vontade.

Pessoa in cartas de amor de grandes homens

... amor II

... pensa em mim de vez em quando, agora que os alpes e oceanos nos separam, mas nunca o farão, a menos que o queiras.

lord byron in cartas de amor de grandes homens

domingo, julho 26, 2009

fim...

ei-lo chegado!

... podes achar idiota mas preciso de qualquer coisa que me ajude a existir.

A. lobo antunes in memória de elefante

sábado, julho 25, 2009

há pessoas que não se vendem

uma das minhas guerras com o meus putos é fazer com que eles percebam que há coisas que o dinheiro não compra, pessoas que não se vendem.
esta vontade de ter por vezes cega-os e leva-os a fazer opções duvidosas (não digo isto num sentido moralista). as opções são duvidosas, na minha óptica, pelo efeito que têm nas suas vida porque os levam a ter problemas, preocupações, dificuldades em deitar a cabeça na almofada e dormir tranquilo, tudo coisas que um puto de 16 anos pode prescindir para viver a sua adolescência de forma saudável. a gravidez acontece e seja bem vindo quem vier por bem, se for essa ou opção ou se por acaso já passou o tempo de fazer uma IVG em segurança, desde que a partir daí a contracepção passe a fazer parte do seu vocabulário, as experiências com substancias ilícitas ou mesmo com lícitas fazem parte do crescimento e daí poderá não vir grande mal ao mundo se não deixarem que as ditas lhes limitem os sonhos e moldem a vontade.
como gostam e confiam em mim passaram a acreditar que as melhores coisas do mundo não se pagam, os bons dias e os beijinhos da manhã não tem preço, os sorriso que trocamos (e as lágrimas) tb não, o azul do céu e o sol e muitas outras coisas.
já lhes contei histórias de coisas que vivi que mostram isso mesmo e mesmo com alguma desconfiança inicial e muitas perguntas pelo meio, os convenceram, acredito eu.
é fácil falar se nunca tivermos sido sujeitos a propostas e aliciamentos se ajuizarmos os outros porque nos consideramos acima ou à distância da situação, penso que ao longo do ano foram acreditando uma e outra e outra vez que se calhar há mesmo pessoas/situações que não têm preço.
ontem/hoje tive conhecimento que mais uma situação que só reforçou a minha ideia que as minhas melhores amigas are priceless, se para mim já o eram agora são-no para mais algumas pessoas.
quando precisar já tenho mais estórias para comprovar os meus pontos de vista, o que eu lhes tento transmitir, (eu e muitos outros) e lá vão eles voltar a olhar para mim com aquele olhar que fica entre o surpreendido e o orgulhoso(ainda que ao mesmo tempo lhe passe pela cabeça "foi mesmo burra a professora, a professora não existe, tinha sido tão mais fácil aceitar...).
a cada escolha que eles fazem optando por caminhos menos óbvios e mais inesperados dadas as circunstâncias, orgulho-me deles, sinto uma enorme alegria pelos nossos caminhos se terem cruzado, por ter tido o prazer de um dia me ter cruzado com cada um deles.
cada verdade que me confidenciam, mesmo daquelas que sabem que vão doer, ou desiludir, por confiar cresço com eles e cresce o meu prazer de crescer no cacém...

PS. eu, por vezes, também duvido se estas minhas opções impregnadas dos princípios e valores que me foram passados me levam a grande sítio, me trazem alguma vantagem assim daquelas mesmo palpáveis... se a razão não está noutro sítio qualquer... estas duvidas perduram por cerca de 10s! sou mesmo assim, teimosa!

sexta-feira, julho 24, 2009

declaração de Amor I

(...) tu... escapaste sempre à derisão e à ironia em que procuro esconder a ternura de que me envergonho e o afecto que me apavora, talvez porque desde princípio tenhas topado que sob o desafio, a agressividade, a arrogância, se ocultava um apelo aflito, um grito de cego, a mirada lancinante de um surdo que não percebe e busca em vão decifrar, nos lábios dos outros, as palavras apaziguadoras de que necessita(...)

a. lobo antunes in memória de elefante

leituras de verão...

ainda nem bem entrei de férias mas a minha capacidade de resposta aos livros que andam cá por casa tens se revelado profícua... comecei com a alice no país das maravilhas, intercalei com o conhecimento do inferno, segui para a rainha do cine-roma, agora divido-me entre as memórias de elefante e as cartas de amor de grandes homens... bem ao meu estilo, como se houvesse falta de exemplares livreiros cá por casa pareceu-me importante adquirir mais uns quantos na calha estão tolstoi, vinicius de morais e edgar allen poe... admito que é vergonhoso chegar à minha idade e ter conseguido fintar estes nomes... mas olha eu sou mesmo assim e só agora encontrei a curiosidade necessária para me aventurar por estes caminhos. isto de ler livros só para dizer que consegui juntar todas a letrinhas necessárias para o fazer, vulgo ler por obrigação, por ficar bem na conversa ou por dever isso à humanidade em geral, não faz o meu género. desta vez a coisa vai dar-se porque eu quero ;)

chama-se canção do engate mas...

o nome podia ser "se ligares o descomplicómetro cada momento terá a dimensão da eternidade" para mim o amor tem essa dimensão... outro possível titulo é "deixem-se de merdas que a vida é curta e não há paciência para estar sempre a tentar perceber as segundas e terceira intensões, just belive in love!"... a infelizmente as regras do jogo não são estas!!!

sexta-feira, julho 17, 2009

antónio e eu...

a propósito desta crónica aqui em baixo, lembrei-me da última vez que nos cruzámos com ele... não foi um acaso, foi daquelas coisas mesmo pensadas, ele vai lá estar vamos lá e pedimos, o pior que pode acontecer é dizer-nos que não... e disse! mas tenho para mim que da próxima depois de tudo bem explicadinho tim tim por tim tim vai arriscar um sim!
tinhamos encontro marcado com o mister wolf na cidade universitária, a loura e a morena sabiam, ele não! e chegámos mais cedo para ouvir os entendidos dissecar a memória de elefante... puro engano... dissecavam o arquipélago da insónia, aguentei 10 minutos só o tempo de uma pausa entre o discurso e a discussão porque a educação assim o exige e zás... assim que o senhor se calou viemos para fora... do mr wolf nada e do corte e recorte do texto dele, do esmiuçar os sentidos, do atribuir causalidades e sentidos, do atribuir pensamentos ao livro (toda a gente sabe que o livro não pensa) o escritor pensou-o e escreveu mas o livro não ganhou vida depois de editado, pensar sobre o que está escrito e fazer disso trabalho é coisa de académico estéril (não em todas as ocasiões). aguardámos pelo mr wolf e quando ele chegou lá me aproximei e pedi um (re)autografo uma vez que esta memória de elefante já tinha sido assinada em 89 na feira do livro, 20 anos volvidos e cá está outra vez o jeitoso para lhe escrever mais 3 palavrinhas e uma data. depois foi ouvi-lo tentar conversar com um senhor que gosta de conversar com ele, mas que perante aquela assistência se terá inibido e quis dizer coisas interessantes não deixando mr wolf contar a história da sua cunhada (gosto de pessoas que contam histórias, mesmo que fosse só por contar) e ficámos até ao fim logo na primeira fila a ouvi-lo tentar contar e a interromperem-no com perguntas sobre o fio temporal agostiniano que tentou imprimir à obra, foi esse o seu propósito? desculpe não me chame nomes faz xavor... e pediram-lhe para levantar o véu da sua próxima história, respondeu abespinhado que tinha levado 2 anos a escrever o livro e se pudesse resumi-lo em 3 minutos não o publicaria, mas contou da senhora do hospital que tinha na lembrança um corredor escuro e um relógio (acho que foi isto). depois a loura e a morena fizeram-lhe nova espera e pediram-lhe para escrever, mostrou-se hesitante e quando ia-mos começar a explicar assustou-se e despachou-nos dizendo que ia apanhar um avião, que não voltava tão cedo e não tinha contactos, mas chegou a perguntar se eramos jornalistas... esperança do sim no próximo encontro da morena, contrastou com a desesperança pelo não neste encontro da loura... mas haverá desenvolvimentos no próximo encontro o não continua a ser garantido e pode ser que a dupla dinâmica o consiga vencer pelo cansaço...

cri cri cri foguete...

de antónio lobo antunes


Chegam caixotes de livros pelo correio, chegam revistas literárias estrangeiras e eu pasmado: parece que não há quem não escreva neste mundo, romances sobre romances sobre romances, poesia, ensaio, biografia, contos, memória, o raio que o parta. E depois estudam-se uns aos outros, têm ideias, opinam, dissertam acerca de influências, presenças, ausências, ritmos, estruturas, aproximam nomes, afastam-nos, cagam postas, falam, compreendem, etiquetam, classificam, arrumam e tudo isto me dá um enjoo só comparável ao enjoo que me dão os jornais, não há quem não reflicta, não ache, não julgue, não decida, azedos, simpáticos, pretensiosos, analíticos, cultos, afirmativos, jocosos, o que tem esta tralha a ver com a vida, o que tem esta tralha a ver comigo, não me interessa, passem muito bem, adeuzinho e lá ficam eles a resmungar, a gesticular, a sussurrar, a medir. Não era assim que eu imaginava quando comecei, não me interessa, não quero. Interessam-me os meus amigos

(tão poucos)

interessa-me que haja sol, gosto de estar vivo embora, tão frequentemente, não saiba o que fazer com a vida, não pretendo passar mais tempo debaixo de tanta lombada e ensurdecido por tanta berraria, interessa-me o silêncio, o ventinho nas árvores, a Serra da Estrela, as pobres coisas que à noite não existiam e amanhecem nos passeios, até frigoríficos, até poltronas, a senhora internada no Hospital Miguel Bombarda que em lugar de

- Bom dia

me cumprimentava com a frase

- Cri cri cri foguete

cumprimentava o mundo inteiro com a frase

- Cri cri cri foguete

e trancava-se a seguir numa atitude feroz, deve ter morrido há que tempos e suponho que insiste

- Cri cri cri foguete

num cemitério qualquer a espantar os restantes defuntos, eles indecisos

- O que significará cri cri cri foguete?

e é simples, cri cri cri foguete significa cri cri cri foguete, nunca encontrei cri cri cri foguete em nenhum livro, em nenhuma revista, não consta, e no entanto que importante cri cri cri foguete, que decisivo. O que eu aprendi no Hospital Miguel Bombarda meu Deus, cri cri cri foguete abarca tudo. Lembro-me de mencionar ao meu falecido pai o cri cri cri foguete, do cachimbo dele se tornar mais rápido, de comentar passados tempos

- Cri cri cri foguete é extraordinário

continuando a ruminar nisso, no caso de se ter mantido cá em cima ainda ruminaria consoante eu rumino, na papeleta dela a profissão costureira de chapéus, um trabalho que me põe a sonhar, calculo já não existirem costureiras de chapéus, pessoas úteis, de longe em longe uma irmã visitava-a e ficavam de mão dada, caladinhas, só o

- Cri cri cri foguete

quando a irmã chegava, acabada a hora da visita ia-se embora muda, sob os plátanos, a sombra dos plátanos quase horizontal, comprida, a sombra dos plátanos compridíssima, começavam a servir o jantar em carrinhos de alumínio que tremiam, tremiam, longos corredores melancólicos, a noite, gatos e gatos em torno da cozinha, o mistério das plantas invisíveis nos canteiros soprando sem voz o nosso nome

- Toma conta de mim

pediam elas

- Toma conta de mim

porque não há maior desamparo que o das flores no escuro. Os pombos no telhado da garagem, de cabeça sob a asa conforme os motociclistas guardam o capacete sob o braço, a ambulância velha a que faltava uma roda, em cujos bancos não me importava de dormir se não dormissem ratos, lixo, bicharada. Devia tê-la roubado e trazido para o meu quarto, ratos incluídos, com autorização para comerem a biblioteca, os lençóis, o tapete, a roupa dos armários, facturas, manuscritos, cartas de tradutores com dúvidas

(se lhes falasse das minhas...)

retratos, condecorações, diplomas, prémios, as loiças de Rafael Bordalo Pinheiro, a televisão apagada. Um cabeleireiro aqui perto tem escrito na montra um resumo dos seus serviços, que inclui unhas de gel, drenagem linfática e banho de lua. Banho de lua é quase tão notável como cri cri cri foguete. Fui perguntar: consiste em pôr a pessoa toda loira, do cocuruto aos pés, só não compreendo lá muito bem o que tem isso a ver com banho e com lua. Se um dia destes cruzarem um sujeito amarelo-maçaneta sou eu. Não voltei ao hospital e se voltasse quem me conhecia? Corredores, corredores. Um internado a perseguir um enfermeiro coxo. O médico que trazia o molho de piripiri na algibeira para condimentar o almoço do refeitório. Gente a pedir cigarros. O Dinis Machado, se lhe pediam cigarros:

- Não posso, só tenho dezoito.

Escrevíamos cada um na sua ponta da mesa e o texto dele chamava-se Fado Alexandrino: ficava óptimo no meu, deu-mo. Havia alguma coisa que o Dinis não desse tirando os cigarros, difíceis de dar porque não os tinha nem os fumava: fumava uma espécie de charutitos, vestia-se como um gangster da Lei Seca, as patilhas, o penteado. Ao sorrir os olhos pareciam as ranhuras das caixas das esmolas e eu

- Deixa-me enfiar uma moeda no teu sorriso.

Com o Dinis falava de livros, tínhamos a mesma linguagem, a avó dele explorava uma casa de raparigas e o Dinis, em criança, almoçava com as meninas, aprendeu segredos, aos cinco ou seis anos, que demorei tanto tempo a encontrar, quando, em adolescente, uma rapariga se despiu para mim tive vontade de ajoelhar, escutei as palavras com que Deus advertiu Moisés

- Descalça-te que o chão que pisas é sagrado

e comovi-me até às lágrimas dado que um corpo feminino é um milagre que nenhum homem merece. E agora, de repente, apareceu-me a imagem da minha mãe a dar de mamar a um dos meus irmãos, de pálpebras descidas, com uma fralda a cobrir-lhe quase todo o peito. E envergonha-me que nós, que não nascemos mulheres, sejamos capazes de sujar tudo. Anunciar à rapariga das tocas o céu com as asas.

pais e filhos




há uns meses atrás solicitei a muita gente o voto para a escolha do melhor desenho do concurso do clube gomby, por múltiplas e variadas ordens de razões.
1- porque era muito bonito;
2- porque tinha menos votos do que merecia na realidade
3- porque a artista era filha de uma pessoa muito especial
4- porque essa pessoa especial era minha amiga
o desenho não ficou no merecido primeiro lugar, mas a angariação de votos foi bem divertida!
... eis senão quando a artista é a capa da pais e filhos deste mês. a M. tem um enorme potencial no mundo das artes, também tem uma nova irmã bem pequenininha, muito corajosa e cheia de garra a C. uma lutadora... a mãe não tem descrição desde a doçura, à força, à paciência e a tudo mais que todas as mães do mundo deviam ter assim não lhe faltem as forças. parabéns aos 4!!!

já é oficial

vou ter um afilhado ou uma afilhada, só saberei ao certo daqui a mais 1 mês... de qualquer maneira fui incumbida de escolher o nome, ajudar a... a mãe quer que seja menina e gosta de maiára, não me choca e com o hábito até entra no ouvido, tem musicalidade (as outras opções eram diana e jéssica), se for menino é francisco (aqui a escolha é da minha responsabilidade dado que as outras opções eram gilson e afins) fica com o nome do bisavô, há outra opção também escolha minha mas podia causar problemas à mãe e não vou querer isso...
o nominho ou nome de casa, a mãe já escolheu se for menina é ámórrinha, amorinha que era como nos referiamos ao rebento antes de saber se ele vinha para ficar... a menina-mulher disse-me ontem vai ser amorrinha que era como a professora chamava, acho doce!

1 ano

a minha princesa fez ontem um ano, a tia foi a famalicão e levou uma prenda que a menina gostou, tem letras, desenhos e canções, foi vê-la feliz a abanar o rabinho e a cantar aos som do fungágá da bicharada... a guigas da tia é mesmo um must... continua parecida comigo!!! tem 2 dentes e baba-se!!!

em santa apolónia...

um jovem que vive por ali mesmo aproxima-se e pede-me um cigarro, páro, sorrio, lembro-me da conversa de ontem com um dos meus meninos enquanto estávamos em lisboa a tratar dos documentos dele, vou à mala, tiro o maço, mesmo antes de lhe estender um cigarro, diz-me o moço, "de mentol não isso faz mal a um homem, obrigada!" e afasta-se sorrindo também...

quinta-feira, julho 16, 2009

ontem, hoje e amanhã...

a esta hora o céu de lisboa muda e as cores de lisboa transformam-se... azul violeta sarapintado de pontos brancos brilhantes mesclado com tons laranja que se vão apoderando do espaço imenso... aguardo em suspenso os pensamentos estão a mil, questões sem resposta, ideias que não passaram disso mesmo, pensamentos que não rasgaram a parede espessa dos silêncios, respostas sem corpo porque no mar das confrontações prefiro não megulhar sob risco de perder o pé e me afundar sem retorno... o laranja vai ganhando espaço tomando formas indefinidas e para mim pouco familiares que a esta hora há muito que não encontro mais do que um mundo onírico muito meu, apesar das formas que vão crescendo a cada madrugada lá fora...
o céu de lisboa tranforma-se a cada madrugada e não o assisto... a esta hora a minha disponibilidade costuma estar presa em mim! hoje é um dia diferente...

terça-feira, julho 14, 2009

último dia!!!



fiquei oficialmente desempregada... e estou feliz!!! até porque trabalho não me vai faltar ;D
foi um ano cheio de momentos altos, baixos também os houve mas ficaram tão lá atrás que nem me lembro...
esta equipa foi maravilhosa e devolveu-me o que tinha perdido algures lá atrás, não só recuperei como ganhei ainda mais, cada dia mais...
os nossos mininos também ganharam e muito com o nosso trabalho e é bom chegar ao fim do ano e sentir no olhar de cada um deles, mesmo dos que se perderam ao longo do tempo que os ajudámos a brilhar, a acreditar que há muito mais para lá do que lhes é conhecido ou familiar! e nós ganhamos ainda mais pelo tanto que aprendemos com eles.
neste último dia vim a lisboa com o nosso pirilampo e ele ensinou-me o significado da palavra corréu... e este ano fez de nós corréus, fomos cumplices no crime de acreditar nas capacidades deles e definitivamente somos culpados!!!
volto à escola em Setembro!!! e no entretanto vou trabalhar, porque o que fiz na escola não foi trabalho, prazer ;)

sábado, julho 11, 2009

lucky me 'cause i found you...

um sentimento cresce no meu peito e deixa-me indisposta. só depois de todos estes anos começo a aceitar que o mundo está cheio de filho/as da puta (chamar o bois pelos nomes não é inovador já nas memórias de elefante estas 3 palavras se perfilam) e que por mais que eu continue a acreditar que no fundo, bem lá no fundo o diabo é boa pessoa, o mundo real é bem diferente. a minha vida é bem mais difícil por ser teimosa e continuar a não aceitar o que a cada momento está bem diante do meu nariz. a única vantagem que tenho em ser como sou é que de quando em quando lá calha conhecer alguém que foge à regra e eu, que de estúpida tenho muito (principalmente por acreditar que no fundo, no fundo o diabo é boa pessoa), lá ganho mais um amigo/a para a vida. é que de tanto chafurdar na porcaria volta e meia lá se encontram umas pérolas e acho que o meu dom é recolhe-las de modo a facilitar e aproveitar da melhor maneira o meu percurso por este mundo!

P.S. este post tinha um nome "if you can't beat'em join'em?" e quando cheguei ao fim mudei-o, é que às vezes fico mesmo zangada com a vida ou com a injustiças, mas pensar nas amigas do coração normalmente devolve-me a alegria e a serenidade... lucky me because i found you! (all yous included, meaning a mocita com o coração do tamanho do mundo que se esconde atrás do mau feitio só na primeira impressão(comigo já não te atreves a ter mau feitio senão já sabes que levas beijinhos), a realista doce compenetrada e com um olfacto clínico dos mais apurados que eu conheço (palavra de teresa), a mulher do norte, pirulita e a gaja com nome de escola)estão ordenadas de acordo com a ordem de entrada na minha vida. há situações em que sou óptima em arrumação, ainda há esperança para mim!

domingo, julho 05, 2009

estou presa em casa...

... até cumprir a obrigação de entregar o trabalho que me foi proposto bem antes do prazo, assim eu despacho-me mais rápido (gosto pouco de obrigações) e o cliente fica satisfeito. é um cliente de afecto logo o meu corpo responde à obrigação naturalmente. não preciso de despertador para acordar bem cedo, bem disposta, para começar a trabalhar. o meu horário depende completamente de mim (nunca pensei que pudesse correr tão bem e não custasse quase nada. começo a trabalhar com objectivos intermédios bem definidos, cumprir um desses objectivos dá direito a um café ou almoço com amigas, estar presente em jantares de celebração da vida, ir até à praia, conhecer mais um pouquinho do inferno do lobo antunes, tem corrido bem estou a 18 dias do prazo e perspectivo entregar tudo duas semanas antes, patrões satisfeito, funcionária maravilhada consigo própria. já está marcado o cabeleireiro para comemorar, fazer colónias de férias, ter reuniões em torno de outros sonhos, tive tempo de viajar, para fora e cá dentro, para descontrair, para escrever coisas por aqui, para cumprir os meus deveres laborais e para não me cansar em excesso... felizmente os patrões não sabem que tenho um blog de outro modo numa próxima, se a houver, apertariam os prazos e tudo seria mais difícil. em todos os momentos as minhas amigas mais próximas, as do coração, colaboraram, presencialmente ou simplesmente interessando-se pelo decorrer do trabalho. elas são o meu maior tesouro, o segredo deste (e outros) sucesso(s). os meus pais à sua maneira (des)confiaram, tens que comprar dossiers, o que te propões a fazer não é fácil, levantaste sempre tarde, a minha madrasta que me conhece ainda melhor confiou na minha capacidade de me levantar cedo assim tivesse alguma coisa para fazer... e tenho! vou trabalhar que ainda falta um bocadinho e enquanto esse não estiver feito não posso preguiçar à grande... como é meu apanágio!

sexta-feira, julho 03, 2009

se não sabe é melhor não perguntar...

solicitam da mesa a última intervenção porque a hora já vai avançada e o mr wolf tem vontade de ir fazer xixi (dito pelo próprio, o seu a seu dono, nada de liberdades artisticas)
senhor intelectual da assistência: não nos quer contar um bocadinho sobre o livro que vai sair em outubro só para nos aguçar o apetite...
antónio: se eu pudesse resumir o livro em 2 minutos não tinha passado 2 anos a escrevê-lo

também do sr eduardo...

ele lá saberá a propósito do quê... da vida, talvez?!?... pergunte-lhe se ficarem mesmo curiosos!
"a coisa mais difícil é um inteligente fazer-se passar por estúpido!"

eduardo lourenço à conversa antónio lobo antunes

a obra do antónio sabe a mar. (deve ser por isso que ando tão entretida a ler um e outro e mais outro e os que demais vierem, tenho leitura para o verão inteiro)

quinta-feira, julho 02, 2009

obama rocks!!!




o obama tem, certamente, uma enorme probabilidade de levar um tiro... mas tem-nos no sítio e um batalhão de seguranças! vende a imagem what you see is what you get... and it works perfectly. e mata mosca e ofende-as depois de mortas... causa-me urticária a necessidade que a maioria dos politicos têm de manter uma imagem sem mácula especialmente porque alguns desses imaculados são verdadeiras nódoas. a assembleia pretende-se cinzenta, pura, superior para português ver mas sendo constituída por pessoas o embuste é demasiado óbvio. mas cá continuo a acreditar que um dia terá cor, terá vida, pois de tempos a tempos vai aparecendo um ou outro personagem que me dão a réstia de esperança necessária para continuar a cumprir o dever fundamental da democracia em que acredito.

quarta-feira, julho 01, 2009

perspectivas...

a caminho de uma instituição da qual os meus putos fogem como o diabo foge da cruz mas que na minha companhia a coisa até é bem serena... disse o meu puto enquanto passavamos por um boneco com uma ementa... "já não venho aqui faz tanto tempo, antes aquele boneco era bem grande, agora está quase do meu tamanho!". sorri com ternura que nestas alturas é tudo o que consigo fazer e lá continuámos para falar com a senhora que no fundo só queria saber se ele estava bem ;)

outros mundos aqui tão perto...

nas minhas viagens por outros mundos, que distam poucos minutos do meu, os problemas estão nos antipodas... dizia-me hoje uma menina-mulher enquanto esperavamos " a professora não me conhecia no ano passado mas eu era gordinha quando vim de lá tinha pernas e rabo, agora estou magrinha e eu não quero ser magrinha, acho que vou à farmácia pedir um remédio para ficar como era antes"... próximo passo acompanhá-la à farmacia e ao médico se preciso for para saber se é possivel que o desejo dela se cumpra!
é que a genética é lixada que o digam as ordas de modelos que comem de tudo e parecem cabides porque foram abençoadas pela natureza!!!

saber a mar...

aos dezanove anos alguém me apelidou de menina azul... foi a fase em que deixei de vestir preto integral e passei a vestir azul, a sentir azul, que arriquei no desconhecido mundo das cores. hoje sou laranja quem me conhece sabe, soube mais tarde que esta tonalidade é complementar ao azul e tudo ganhou um novo sentido. há pouco tempo, em conversa com alguém próximo numa tarde à beira da piscina, exclamei já entendi o que unifica os homens por quem me apaixonei é o cheiro a mar! ela pediu-me para ser mais precisa e tentei... não te consigo explicar mas sei que é o cheiro a mar, conheço-os longe do mar, pode ser numa festa de aldeia no interior, numa feira no ribatejo, na cidade dos estudantes, numa discoteca, na esplanada, na biblioteca, em casa de amigos, não conheci nenhum deles na praia, nada sabia sobre eles, mas se alguém capta a minha atenção é porque cheira a mar... não é nada objectivo, não está na cor dos olhos, nem na cor da pele, nem no tom de voz, nem na cor da roupa, não está em nenhuma caracteristica fisica... mas acabo por lhes descubrir a paixão pelo mar, a afinidade com o mar! essa é a carecteristica comum entre eles... depois concretizam-se as paixões sem me aperceber que foi por aí que me deixei levar, tem sido efeméro... as relações duraram dias, duraram meses, algumas anos mas nenhuma vingou... HOJE parece que tudo ganhou sentido, amanhã sei lá.
o mar é imenso, é eterno, não tem principio nem fim, vem ao nosso encontro e foge, envolve, tranquiliza mesmo que esteja revolto, é constante mesmo na ausência fisica, não engana, guia-se por leis objectivas, as da física, basta conhece-lo, muda a forma a cada momento mas na essência é, assustadoramente, simples! É sempre sempre o MAR...