sábado, novembro 07, 2009

como é que está o pief???

o telefone tocou... um número diferente que não me fez adivinhar a voz diferente, mais madura que do outro lado falou. a voz que não pensei voltar a ouvir. mas lembro-me bem do inchado na cara do meu pequeno, quase com 2 metros... como é que está a stora? agora já falo bem inglês, sou o único português. já a misturar palavras inglesas com as portuguesas. foi de esperança este telefonema. saber que de alguma maneira ficamos como boa recordação. as coisas aconteceram demasiado depressa, chorei muito quando vim para cá. chorei contigo no meu coração. early release sabe o que quer dizer, talvez antes de fazer anos... em março, dia 17 (disse eu)... ainda lembra tia, chamei a professora de tia desculpe! esta é uma desculpa que nunca vais ter que pedir! e falou de outras coisas, das boas que partilhou na curta estada na escola e o tempo acabou...
o discurso não faz sentido, mas a emoção causada pelo telefonema ajuda a organizar e a repensar uma série de outras coisas que me têm ensombrado o coração!
o certo é sempre o que o teu coração te diz no mais intimo dos silêncios e mesmo que nem sempre tenha impacto objectivo nas vidas deles, pode ser que de alguma maneira os marque!

quinta-feira, outubro 08, 2009

faz tempo que cá não venho...

o tempo tem sido curto e tumultuado, falta isto, falta aquilo, conversa aqui, conversa ali, mais uma entrevista, uma reunião, acompanhar, conhecer e o tempo a fugir e tanta coisa para fazer, cansaço angustiado e nem doí porque anda por lá uma dor... mas não é minha.

quinta-feira, setembro 17, 2009

taking woodstock...

eu que nunca ganho grande coisa hoje assim como quem não quer a coisa lá ganhei uns bilhetinhos para a ante estreia do filme, foi de manhã e até sair da escola nem me lembrei. o cacém consegue ser muito muito absorvente e simplesmente esqueço-me que o resto do mundo existe... não sei se é bom se é mau... bom é voltar a ver os putos e eles continuarem a ter vergonha de mostrar respeito aos professores, de assumir que... até gostam da escola e de dar beijinhos... agora têm uma boa desculpa, para ver se me afugentam... o h1n1... descobri que sou das maiores inimigas dos planos de contingência e vou ter que sofrer um processo de reeducação!!! nem mais um beijinho até passar a pandemia... mais uma dificuldade na minha vida!!!

segunda-feira, setembro 14, 2009

back...

... in cacém... qualquer coisa estou na escola!

sábado, setembro 12, 2009

estava ali...

no facebook e enviaram-me uma porta mágica... pena que esse desejo não se torne realidade que hoje só mesmo uma porta mágica é que me resolvia algumas questões que me estão aqui a encanitar!


bonito o verbo encanitar acho que nunca o tinha utilizado em discurso oral ou escrito, o corrector não o conhece mas sei que já o ouvi de alguém senão não teria ido entre o cérebro e os dedos com esta ligeireza e deixou-me mais bem disposta!!!

sexta-feira, setembro 11, 2009

é só saúde...

anda uma pessoa a falhar o dentista há ano e meio cheia de sentimentos de culpa, na verdade passaram três mas só confirmei eu e a médica depois de ver o ficheiro e depois de tudo tratado que na verdade era pouquíssimo devido à minha impecável higiene e saúde oral, já com ela fisgada para fazer um branqueamento e... não vale a pena basta uma limpeza e pode voltar cá... daqui a ano e meio que a sua boca está fantástica a não é necessário vir antes a menos que aconteça algo inesperado. uma pessoa a querer fazer despesas de saúde para colocar no irs e nada... por aqui não me governo!

segunda-feira, setembro 07, 2009

short story

ele apareceu naquela noite, ela sabia-lhe o nome e alguns pormenores da vida. ele não encaixavam no seu perfil de príncipe encantado, falhava 9 em 10 dos pressuposto. na verdade o único que cumpria era ser homem. a conversa fluiu e despediram-se no final com um até breve devidamente encenado durante toda a noite. disse-lhe que escrevia e gostava mas não mostrava a ninguém um exercício egoísta, provavelmente como o próprio, mas ela não ligou, tomou-o por solitário... plim plim! ainda bem que vim gostei de te conhecer... ela respondeu com um sorriso também por sms, sem estar ainda certa do significado da sucessão de acontecimentos da noite. os dias que se seguiram foram agitados e a dúvida que se lhe colocava era "estaria à altura? estaria preparada para não o desiludir?". depois a história da cinderela inverteu-se e quando ela tinha resolvido todos seus medos e dúvidas, o amigo de quatro patas ajudou-a a perceber que sim... ele transformou-se numa abóbora e desapareceu. quando dava um ar da sua graça, sempre absorvido por toda a agitação do dia-a-dia a conversa era fluída, ligada, como se não tivessem passado semanas ou meses, como nas actualizações do windows. ela mentia-lhe, uma e outra e outra vez sempre que surgiam perguntas demasiado intrusivas, media as palavras com cautela. sempre que o deixava encontrava as respostas às perguntas dele que a tinham inquietado. sempre tinha ouvido dizer, que em caso de dúvida o melhor era reduzir-se a um silêncio imperturbável. na última conversa ele contou-lhe que tinha uma paixão complicada (não são todas) ela pressentindo que seria a última conversa quis soltar a voz que tinha naqueles meses calado, foi tarde ou talvez tenha sido melhor assim. ele calou-a atirando-lhe à queima a pergunta "estás apaixonada por mim?" ela... voltou a mentir, depois de tudo não havia como dizer-lhe a verdade, SIM. teria mudado alguma coisa a sinceridade na última resposta... nenhum dos dois vai saber because that's not how the story goes...


depois de um fim-de-semana passado a ver comédias românticas e séries foi isto que saiu, na história de um outro argumentista ele teria percebido, que ela lhe tinha mentido, como fazem os adultos quase sempre e agiria em conformidade tendo como banda sonora uma música cinematográfica, i can see clearly now... fico a saber porque é que nunca terei sucesso como argumentista porque não me parece que este fosse um final popular, mas não me apeteceu escreve-lo de outra maneira...

quinta-feira, setembro 03, 2009

blackout comunicacional...

pois que passei a última semana sem ligação ao mundo... virtual, televisivo, entre outros... finalmente tenho o problema resolvido!!!

quarta-feira, agosto 26, 2009

coisas que se ouvem e nos deixam com um sorriso meio parvo...

... significando não me conheces assim tão bem para saberes isso mas tens razão, será que sou assim tão transparente?!?


nós somos mesmo maus!
criança - ah basta olhar para vocês para saber que nunca fariam mal a nenhuma criança...

eles - faça lá a sua cara normal, mas não se pode rir
(eu faço)
eles - eu disse que não se pode rir tente lá outra vez!


não tenhas ilusões isto é tudo por interesse!
amiga - basta conhecer-te para saber que vindo de ti nunca pode ser por isso.

se eu não te conhece-se se calhar tinha medo de ti!
aluno (no terceiro dia de aulas) - não! a professora nunca ia ter medo de mim...



P.S. como eu gostava de conseguir enganar as pessoas... incapacidades!

terça-feira, agosto 25, 2009

a minha vida tem sido bastante minimalista...

entre t-shirts, tintas, peixinhos, mãozinhas, pézinhos, barquinhos e muitos muitos dodot's... mas já estamos em contagem decrescente para o final!

quinta-feira, agosto 20, 2009

...

paciência é um dos meus atributos, sempre achei que a teria para toda a gente. ontem descobri que há um segmento de pessoas para as quais não tenho a mínima paciência classifiquei-as de ressequidas. não me refiro aos velhos, esses são-me na maioria caros pelo muito que os aprendo, os leio nos sulcos da pele e nas mãos usualmente suaves (os risquinhos na cara não me assustam), os observo, os ouço e me perco nas palavras e nas histórias de vida. também não me refiro a pessoas amarguradas... porque mesmo a amargura tem um colorido, uma suavidade e doçura próprias. percebo agora algumas reacções perante algumas pessoas que, independente da idade, mantive ao largo. era essa a característica comum que só ontem consegui detectar!

festas do mar II

a partir de amanhã estarei por aqui, no sector estampagem de t-shirts, com os piquenos de cascais e dos concelhos adjacentes, que nós e a câmara somos muito democráticos ;D

a animação nocturna vai ficar a cargo dos seguintes intervenientes façam o favor de visitar esta iniciativa, mesmo ali em frente à praia dos pescadores...

PROGRAMA | FESTAS DO MAR

Dia 21 Agosto de 2009, às 22:00 horas -Michael Carreira

Dia 22 Agosto de 2009, às 22:00 horas -David Fonseca

Dia 23 Agosto de 2009, às 21:00 horas -Morangos

Dia 24 Agosto de 2009, às 22:00 horas -banda “Tenis Bar”

Dia 25 Agosto de 2009, às 22:00 horas -Joana Amendoeira

Dia 26 Agosto de 2009, às 22:00 horas - Polo Norte

Dia 27 Agosto de 2009, às 22:00 horas - Rita Guerra

Dia 28 Agosto de 2009, às 22:00 horas - “The Gift”

Dia 29 Agosto de 2009, às 22:00 horas - João Pedro Pais

Dia 30 de Agosto de 2009, às 22:00 horas - Rui Veloso

e se eu acredita-se em principes encantados...


este era o meu... se o virem por aí façam o favor de avisar!!!

quarta-feira, agosto 19, 2009

concertos a que quero ir até ao fim do ano

3 cantos sergio godinho, zé mario branco e fausto no campo pequeno a 22 de outubro, (a apelar às raizes e à veia revolucionária, ou não fosse eu filha de abril e alentejana! obrigada mano pelo que fizeste por mim em termos de gosto musical), depeche mode a 14 de novembro no pavilhão atlantico (a fazer lembrar a adolescência do meu mano e já que ele não vai, vou eu em representação, mais uma vez obrigada) e franz ferdinand a 2 de dezembro no campo pequeno (porque nem só de memória de adolencência se faz o gosto musical ;D )

terça-feira, agosto 18, 2009

e o filme...

conduziu-me pelo mundo onírico, bem ao jeito de freud, numa tentativa de resolução de problema... fosse tudo tão fácil de dia como é à noite de mãos dadas com o sonho, para lá do principio de realidade à beirinha do principio do prazer, mas nunca além dele porque o inconsciente não dorme!

duplo amor...

durante um dos dialogo ouve-se estranha forma de vida pela voz de amália ali à beira de manhattan... talvez tenha sido esta combinação inusitada que levou o joaquim a dar uma volta on the wild side! mas gostei muito mesmo...

segunda-feira, agosto 17, 2009

a propósito da música ao lado...

já não a ouvia desde os 12 anos, mas tenho para mim que a minha primeira lembrança desta melodia se reporta a 1981 altura em que tinha 3 anos (imprecisão de memória acabo de ver que a música só foi editada em 1990). retenho imagens do tarrafal, da cidade da praia, da lagosta comida ali à beira mar, do sr antónio (alçada batista) que escrevia livros e que gentilmente me ofereceu um, dos meninos da cidade velha que pediam doces, de s. jorge dos orgãos e de santa catarina, do baile na assumada em que a medo me convidaram para dançar só por delicadeza (todo o cabo verdiano sabe que tuga dança mal) e me fizeram O elogio, que dançava bem, saudade dessa terra que desde que trabalho no cacém me é outra vez mais próxima e mais querida. como se não bastasse foi à pouco tempo no casamento que voltei a ouvi-la e lá fui perguntar de quem era... depois num jornal leio uma crónica de um ex-ministro que me deixou nostálgica de um tempo que já não era claro para mim, a saber-me a memórias de futuro... morabeza... amabilidade... é isso que aprecio e que quem sabe herdei dessa altura e dessas ilhas. numa altura em que escasseiam pessoas com esse traço, tenho tido a sorte de aqui e ali encontrar umas quantas... tomo-as para o meu ciclo de amigos, aquele ciclo dos amigos à primeira vista, que com o tempo se tornam amigos de infância, não por a termos vivido juntos, mais pela nobreza, certeza e intensidade do sentimento!

sábado, agosto 15, 2009

sr nobre o escultor de colheres

numa das fugas nas imediações da zambujeira conheci o senhor nobre. sentado no passeio enquanto esculpia colheres e a curiosidade guiou-me até ele e a pretexto de comprar uma colher ouvi-o contar as suas histórias, enquanto de quando em quando me alertavam que se lhe desse conversa nunca mais teria a colher pronta. as estórias de amor, família, dos tempo idos, sucediam-se entre memórias, alertas, pedidos de opinião, curiosidade sobre a vida na capital, tudo porque o tempo, no meu alentejo, tem outra dimensão e ganha contornos de imensidão. pelo meio também houve silêncios, tempo para captar a essência do seu oficio num instantâneo sem ele perceber que eternizava os momentos. no final pedi-lhe um beijinhos e para tirar com ele uma fotografia, depois das muitas que já tinha tirado. mostrei-lhe o resultado e ele surpreendeu-se, penso até que se emocionou por perceber a tenção com que segui os seus movimentos enquanto esculpia a madeira! despedimo-nos com um até para o ano para novas conversas, porque ele não tem muito mais sítios para ir e eu ganhei, estas férias, muitos motivos para regressar...

domingo, agosto 09, 2009

casamentos e taxistas...

ambiente bem descontraído, quase familiar, não me lembro de me ter divertido tanto num casamento. no regresso a casa o taxista achou que era boa ideia falar-me da sua vida e convidar-me para sair, mantive o sorriso, o que não foi difícil devido à escassez de sangue no álcool, desejei uma boa noite e bom trabalho fui para casa...

sábado, agosto 08, 2009

num golpe da asa...

a gaivota dos alteirinhos veio a lisboa e regressará em tempo útil à praia que já deixa saudades, ao pão quente pela manhã, à musica, aos copos, aos amigos, às conversas, aos mergulhos naquele mar que revigora pela temperatura e pela agitação... recarregar mais um pouco as baterias numa praia que a cada ano é mais dela!!!

sábado, agosto 01, 2009

até já...




GAIVOTA DOS ALTERINHOS – JORGE PALMA (VOO NOTURNO)


DANÇA SOBRE AS ONDAS DO MAR,
GAIVOTA DOS ALTERINHOS
DESPERTA DIA APOS DIA
A VIDA DA PRAIA AINDA FRIA
PLANA A SEU BELO PRAZER,
SOBRE O CARANGUEIJO E O SARGO

ENTRE AS MALADRICES DO VERÃO
E O SORRIZO TERNO DO CHÃO.

GAIVOTA, DOS ALTEIRINHOS
É TÃO BOM VER-TE VOAR
GAIVOTA, DOS ALTEIRINHOS,
NUNCA DEIXES DE ACORDAR, NUNCA DEIXES DE ACORDAR

ENTRE O CHILL OUT E O TRANCE
A SINFONIA DOS GRILOS
UM POUCO DE ROCK´N ROLL
E UMA VALSINHA AO POR DO SOL
E FINALMENTE AO LUAR ADORMECE SATISFEITA
ESSA GAIVOTA SEREIA, NOS BRAÇOS DO HOMEM AREIA

GAIVOTA, DOS ALTEIRINHOS
É TÃO BOM VER-TE VOAR
GAIVOTA, DOS ALTEIRINHOS,
NUNCA DEIXES DE ACORDAR, NUNCA DEIXES DE ACORDAR

GAIVOTA, DOS ALTEIRINHOS
É TÃO BOM VER-TE VOAR
GAIVOTA, DOS ALTEIRINHOS,
NUNCA DEIXES DE ACORDAR, NUNCA DEIXES DE ACORDAR

para se lembrarem de mim... vou ali aos alteirinhos... mas volto!

e agora... férias!

partimos hoje... eu e os bizinhos melhores que alguma vez terei... desta vez vamos partilhar casa ao fim de todos estes anos...
assistir ao nascer do sol trouxe-me à memória tempo idos e saudade... 31 de julho era o dia do regresso, depois de um mês a acampar.
partíamos a 1 de julho carro e atrelado carregados cheios até não caber sequer um alfinete, eu e um dos meus irmãos (eles têm 13 anos de diferença que me lembre nunca chegamos a ir os 3 no carro) mais uma das minhas amigas ocupávamos o lugares de trás do carro encaixados entre os colchões, as malas e tudo mais que já não coubesse em mais lado nenhum. tudo carregado e saiamos durante a noite, ao nascer do sol já tinhamos chegado ao destino depois era aguardar que o parque abrisse, escolher o local que seria a nossa morada nos 30 dias subsequentes, atendendo ao espaço e às sombras dos pinheiros mansos que pontuavam o parque de campismo da praia verde, descarregar, montar o estaminé, entre estacas e martelos e mais a tenda pesada T2, a tenda cozinha, a rede, reconhecer o espaço os vizinhos de julho que tb vinham de loje com a casa às costas, que também gostavam da sombra daqueles pinheiros e aproveitar o sol e o mar, já passaram quase 20 anos desde a última partida... lembro-me do desespero que era acordar no meio de nenhures perguntar onde estavamos e perceber que para variar o meu pai se tinha perdido porque tinha seguido um atalho que ia dar a uma estrada sem saída no meio do alentejo, no tempo em que ainda não havia A2 e pensar "oh não outra vez!", lucky me que sempre dormi em qualquer lado com o mesmo afinco de quem dorme no melhor colchão do mundo, basta encontrar a posição certa. nunca pensei ter nostalgia desses tempos, que chegasse o dia que ia ter saudades dessas viagens que demoravam eternidades, saudades de estar perdida no meio do alentejo às 4 da manhã e voltar a adormecer tranquilamente por saber que o meu pai iria encontrar o caminho que nos levaria ao destino... era uma questão de tempo! agora já não se perde, há o gps's, o carro já é demasiado confortável e os estofos já não são compatíveis com o enchimento de todos os espaços com as cadeiras de campismo e os pinheiros da praia verde estão privatizados, há a auto-estrada que não facilita a tarefa de nos perdemos no meio do alentejo, o tempo de viagem é mais constante e na verdade os meus companheiros de viagem mudaram... são os bizinhos mas tenho para mim que esta viagem vai ter um bocadinho dos cheiros e do sabor daquelas... acho que é a isto que se chama crescer!


P.S. pai promete que quando fores avô (já é, lembram-se tenho uma sobrinha igualzinha a mim, com dois dentes e baba-se) encontras o tempo para repetir uma destas aventuras só para o teus netos saberem como foi especial?!?!?

quinta-feira, julho 30, 2009

em desespero...

dava para a segurança social fazer um concurso, em que a única forma de concorrer é um formulário on-line, em que todos os campos estivessem a funcionar ao mesmo tempo... é que das 1347 vezes que tentei concorrer ou funciona o campo código de publicitação do procedimento ou funciona o upload dos documentos obrigatórios... o mesmo é dizer estes gajos já arranjavam um informático que soubesse por o formulário a funcionar de outro modo estão a fazer-me perder tempo!!!

quarta-feira, julho 29, 2009

nunca pensei sentir isto...

mas fui ao site da minha escola secundária e tive saudades dos tempos que passei naquele campo durante o intervalos, enquanto ouvíamos a rádio da escola, o here comes your man era o hit da altura, e conversávamos e comentávamos quem passava e sonhávamos o que estava por vir... tudo tão tranquilo (na altura não parecia, mas era!)

terça-feira, julho 28, 2009

trivialidades

as alegrias ligadas ao serviço eram alegrias da ambição; as alegrias da sociedade eram alegrias de vaidade; mas as verdadeiras alegrias de ivan ilitch eram as alegrias do jogo de vint.

o bom do ivan não chegou a conhecer as alegrias que dão sentido à vida, são também as alegrias que mais doem quando partem... as alegrias do coração, pobre ivan tão cedo partiu deste mundo!

era como se descesse uma montanha imaginando que a subia. "e foi realmente assim. na opinião pública eu subia a montanha, e a vida fugia debaixo de mim na mesma proporção..."


lev tolstoi in a morte de ivan ilitch

amor V

se tivesse amor a quem escrever uma carta dir-lhe-ia:
"queria roubar-te da solidão acompanhada em que te encontras, impondo-me nos teus pensamentos sem pedir licença e... ser bem-vinda!"

uma vez que não tenho vou treinando por aqui, para quem o quiser ler, inspirada pelo mundo que aqui e ali escolho para me rodear...

amor IV

(...) vinte e cinco anos depois (...) quis fazer-te um poema propositadamente incompleto... (...) quis entender o sentido do mar na voz infinita dos búzios... desenhar incompleto essa espécie de poema apenas por estratégia (...) quero poesia em perpétuo movimento, com a certeza de que, sem ti, a vida teria sido e seris uma imensa escuridão maior que a noite, para além da noite sem sentido...


j.j. silva garcia, cidadão quase anónimo in cartas de amor de grandes homens

pois é...

isto do facebook tem sido um enorme mundo a explorar, depois de ter andado às turras com modelos internacionais, dediquei o meu tempo à criação de escargots, à gestão de um jardim zoológico, mas melhor melhor tem sido ser agricultora, cheia de vizinhos, com uma produtividade maravilhosa, lá ando eu entre as árvores de fruto, os animais e os vegetais... tudo a correr pelo melhor que a agricultura corre-me nas veias! obrigada aos meus avós, sem eles nunca teria encontrado um passatempo tão interessante!!!

coco avant chanel...

pois que havia uma razão para eu ir ao cinema quanto mais não fosse a "amélie" foi light, bem descontraído como se espera de um filme no verão, gostei! e gosto cada vez mais das salas das amoreiras que isto de ir ao cinema e poder estar quase como se fosse na sala da minha casa é um must... eu sei que não devia mas pus a perninhas em cima da cadeira do lado, encontrei a melhor posição, descontraí e deixei-me levar nas aventuras e desventuras da orfã no meio da alta sociedade de nível duvidoso... e não é que a carta fora do baralho se safa em grande!

segunda-feira, julho 27, 2009

parabéns...

a martinha passou com distinção no exame de patrão de costa... no caso patroa e olha que é substantivo que lhe assenta que nem uma luva. começo a vislumbrar fins de semanas inesquecíveis a bordo de embarcações nas águas maravilhosas... do rio trancão!!!
eu sou assim, tinha que estragar o momento.
parabéns não só à martinha mas ao bruno também... eternos bizinhos e enormes Amigos! viva o mais recente casal de patrões da região de lisboa e do porto também ;)

joana's gate

nunca falo de politica, mas... esta ocasião assim o exige... como as palavras não são minhas encontro-me acima de qualquer suspeita mas subscrevo inteiramente...

amor III

... as cartas são sinais de separação - sinais, pelo menos, pela necessidade de as escrevermos, de que estamos afastados. (...) as cartas são para as pessoas a que não interessa mais falar: para essas escrevo de boa vontade.

Pessoa in cartas de amor de grandes homens

... amor II

... pensa em mim de vez em quando, agora que os alpes e oceanos nos separam, mas nunca o farão, a menos que o queiras.

lord byron in cartas de amor de grandes homens

domingo, julho 26, 2009

fim...

ei-lo chegado!

... podes achar idiota mas preciso de qualquer coisa que me ajude a existir.

A. lobo antunes in memória de elefante

sábado, julho 25, 2009

há pessoas que não se vendem

uma das minhas guerras com o meus putos é fazer com que eles percebam que há coisas que o dinheiro não compra, pessoas que não se vendem.
esta vontade de ter por vezes cega-os e leva-os a fazer opções duvidosas (não digo isto num sentido moralista). as opções são duvidosas, na minha óptica, pelo efeito que têm nas suas vida porque os levam a ter problemas, preocupações, dificuldades em deitar a cabeça na almofada e dormir tranquilo, tudo coisas que um puto de 16 anos pode prescindir para viver a sua adolescência de forma saudável. a gravidez acontece e seja bem vindo quem vier por bem, se for essa ou opção ou se por acaso já passou o tempo de fazer uma IVG em segurança, desde que a partir daí a contracepção passe a fazer parte do seu vocabulário, as experiências com substancias ilícitas ou mesmo com lícitas fazem parte do crescimento e daí poderá não vir grande mal ao mundo se não deixarem que as ditas lhes limitem os sonhos e moldem a vontade.
como gostam e confiam em mim passaram a acreditar que as melhores coisas do mundo não se pagam, os bons dias e os beijinhos da manhã não tem preço, os sorriso que trocamos (e as lágrimas) tb não, o azul do céu e o sol e muitas outras coisas.
já lhes contei histórias de coisas que vivi que mostram isso mesmo e mesmo com alguma desconfiança inicial e muitas perguntas pelo meio, os convenceram, acredito eu.
é fácil falar se nunca tivermos sido sujeitos a propostas e aliciamentos se ajuizarmos os outros porque nos consideramos acima ou à distância da situação, penso que ao longo do ano foram acreditando uma e outra e outra vez que se calhar há mesmo pessoas/situações que não têm preço.
ontem/hoje tive conhecimento que mais uma situação que só reforçou a minha ideia que as minhas melhores amigas are priceless, se para mim já o eram agora são-no para mais algumas pessoas.
quando precisar já tenho mais estórias para comprovar os meus pontos de vista, o que eu lhes tento transmitir, (eu e muitos outros) e lá vão eles voltar a olhar para mim com aquele olhar que fica entre o surpreendido e o orgulhoso(ainda que ao mesmo tempo lhe passe pela cabeça "foi mesmo burra a professora, a professora não existe, tinha sido tão mais fácil aceitar...).
a cada escolha que eles fazem optando por caminhos menos óbvios e mais inesperados dadas as circunstâncias, orgulho-me deles, sinto uma enorme alegria pelos nossos caminhos se terem cruzado, por ter tido o prazer de um dia me ter cruzado com cada um deles.
cada verdade que me confidenciam, mesmo daquelas que sabem que vão doer, ou desiludir, por confiar cresço com eles e cresce o meu prazer de crescer no cacém...

PS. eu, por vezes, também duvido se estas minhas opções impregnadas dos princípios e valores que me foram passados me levam a grande sítio, me trazem alguma vantagem assim daquelas mesmo palpáveis... se a razão não está noutro sítio qualquer... estas duvidas perduram por cerca de 10s! sou mesmo assim, teimosa!

sexta-feira, julho 24, 2009

declaração de Amor I

(...) tu... escapaste sempre à derisão e à ironia em que procuro esconder a ternura de que me envergonho e o afecto que me apavora, talvez porque desde princípio tenhas topado que sob o desafio, a agressividade, a arrogância, se ocultava um apelo aflito, um grito de cego, a mirada lancinante de um surdo que não percebe e busca em vão decifrar, nos lábios dos outros, as palavras apaziguadoras de que necessita(...)

a. lobo antunes in memória de elefante

leituras de verão...

ainda nem bem entrei de férias mas a minha capacidade de resposta aos livros que andam cá por casa tens se revelado profícua... comecei com a alice no país das maravilhas, intercalei com o conhecimento do inferno, segui para a rainha do cine-roma, agora divido-me entre as memórias de elefante e as cartas de amor de grandes homens... bem ao meu estilo, como se houvesse falta de exemplares livreiros cá por casa pareceu-me importante adquirir mais uns quantos na calha estão tolstoi, vinicius de morais e edgar allen poe... admito que é vergonhoso chegar à minha idade e ter conseguido fintar estes nomes... mas olha eu sou mesmo assim e só agora encontrei a curiosidade necessária para me aventurar por estes caminhos. isto de ler livros só para dizer que consegui juntar todas a letrinhas necessárias para o fazer, vulgo ler por obrigação, por ficar bem na conversa ou por dever isso à humanidade em geral, não faz o meu género. desta vez a coisa vai dar-se porque eu quero ;)

chama-se canção do engate mas...

o nome podia ser "se ligares o descomplicómetro cada momento terá a dimensão da eternidade" para mim o amor tem essa dimensão... outro possível titulo é "deixem-se de merdas que a vida é curta e não há paciência para estar sempre a tentar perceber as segundas e terceira intensões, just belive in love!"... a infelizmente as regras do jogo não são estas!!!

sexta-feira, julho 17, 2009

antónio e eu...

a propósito desta crónica aqui em baixo, lembrei-me da última vez que nos cruzámos com ele... não foi um acaso, foi daquelas coisas mesmo pensadas, ele vai lá estar vamos lá e pedimos, o pior que pode acontecer é dizer-nos que não... e disse! mas tenho para mim que da próxima depois de tudo bem explicadinho tim tim por tim tim vai arriscar um sim!
tinhamos encontro marcado com o mister wolf na cidade universitária, a loura e a morena sabiam, ele não! e chegámos mais cedo para ouvir os entendidos dissecar a memória de elefante... puro engano... dissecavam o arquipélago da insónia, aguentei 10 minutos só o tempo de uma pausa entre o discurso e a discussão porque a educação assim o exige e zás... assim que o senhor se calou viemos para fora... do mr wolf nada e do corte e recorte do texto dele, do esmiuçar os sentidos, do atribuir causalidades e sentidos, do atribuir pensamentos ao livro (toda a gente sabe que o livro não pensa) o escritor pensou-o e escreveu mas o livro não ganhou vida depois de editado, pensar sobre o que está escrito e fazer disso trabalho é coisa de académico estéril (não em todas as ocasiões). aguardámos pelo mr wolf e quando ele chegou lá me aproximei e pedi um (re)autografo uma vez que esta memória de elefante já tinha sido assinada em 89 na feira do livro, 20 anos volvidos e cá está outra vez o jeitoso para lhe escrever mais 3 palavrinhas e uma data. depois foi ouvi-lo tentar conversar com um senhor que gosta de conversar com ele, mas que perante aquela assistência se terá inibido e quis dizer coisas interessantes não deixando mr wolf contar a história da sua cunhada (gosto de pessoas que contam histórias, mesmo que fosse só por contar) e ficámos até ao fim logo na primeira fila a ouvi-lo tentar contar e a interromperem-no com perguntas sobre o fio temporal agostiniano que tentou imprimir à obra, foi esse o seu propósito? desculpe não me chame nomes faz xavor... e pediram-lhe para levantar o véu da sua próxima história, respondeu abespinhado que tinha levado 2 anos a escrever o livro e se pudesse resumi-lo em 3 minutos não o publicaria, mas contou da senhora do hospital que tinha na lembrança um corredor escuro e um relógio (acho que foi isto). depois a loura e a morena fizeram-lhe nova espera e pediram-lhe para escrever, mostrou-se hesitante e quando ia-mos começar a explicar assustou-se e despachou-nos dizendo que ia apanhar um avião, que não voltava tão cedo e não tinha contactos, mas chegou a perguntar se eramos jornalistas... esperança do sim no próximo encontro da morena, contrastou com a desesperança pelo não neste encontro da loura... mas haverá desenvolvimentos no próximo encontro o não continua a ser garantido e pode ser que a dupla dinâmica o consiga vencer pelo cansaço...

cri cri cri foguete...

de antónio lobo antunes


Chegam caixotes de livros pelo correio, chegam revistas literárias estrangeiras e eu pasmado: parece que não há quem não escreva neste mundo, romances sobre romances sobre romances, poesia, ensaio, biografia, contos, memória, o raio que o parta. E depois estudam-se uns aos outros, têm ideias, opinam, dissertam acerca de influências, presenças, ausências, ritmos, estruturas, aproximam nomes, afastam-nos, cagam postas, falam, compreendem, etiquetam, classificam, arrumam e tudo isto me dá um enjoo só comparável ao enjoo que me dão os jornais, não há quem não reflicta, não ache, não julgue, não decida, azedos, simpáticos, pretensiosos, analíticos, cultos, afirmativos, jocosos, o que tem esta tralha a ver com a vida, o que tem esta tralha a ver comigo, não me interessa, passem muito bem, adeuzinho e lá ficam eles a resmungar, a gesticular, a sussurrar, a medir. Não era assim que eu imaginava quando comecei, não me interessa, não quero. Interessam-me os meus amigos

(tão poucos)

interessa-me que haja sol, gosto de estar vivo embora, tão frequentemente, não saiba o que fazer com a vida, não pretendo passar mais tempo debaixo de tanta lombada e ensurdecido por tanta berraria, interessa-me o silêncio, o ventinho nas árvores, a Serra da Estrela, as pobres coisas que à noite não existiam e amanhecem nos passeios, até frigoríficos, até poltronas, a senhora internada no Hospital Miguel Bombarda que em lugar de

- Bom dia

me cumprimentava com a frase

- Cri cri cri foguete

cumprimentava o mundo inteiro com a frase

- Cri cri cri foguete

e trancava-se a seguir numa atitude feroz, deve ter morrido há que tempos e suponho que insiste

- Cri cri cri foguete

num cemitério qualquer a espantar os restantes defuntos, eles indecisos

- O que significará cri cri cri foguete?

e é simples, cri cri cri foguete significa cri cri cri foguete, nunca encontrei cri cri cri foguete em nenhum livro, em nenhuma revista, não consta, e no entanto que importante cri cri cri foguete, que decisivo. O que eu aprendi no Hospital Miguel Bombarda meu Deus, cri cri cri foguete abarca tudo. Lembro-me de mencionar ao meu falecido pai o cri cri cri foguete, do cachimbo dele se tornar mais rápido, de comentar passados tempos

- Cri cri cri foguete é extraordinário

continuando a ruminar nisso, no caso de se ter mantido cá em cima ainda ruminaria consoante eu rumino, na papeleta dela a profissão costureira de chapéus, um trabalho que me põe a sonhar, calculo já não existirem costureiras de chapéus, pessoas úteis, de longe em longe uma irmã visitava-a e ficavam de mão dada, caladinhas, só o

- Cri cri cri foguete

quando a irmã chegava, acabada a hora da visita ia-se embora muda, sob os plátanos, a sombra dos plátanos quase horizontal, comprida, a sombra dos plátanos compridíssima, começavam a servir o jantar em carrinhos de alumínio que tremiam, tremiam, longos corredores melancólicos, a noite, gatos e gatos em torno da cozinha, o mistério das plantas invisíveis nos canteiros soprando sem voz o nosso nome

- Toma conta de mim

pediam elas

- Toma conta de mim

porque não há maior desamparo que o das flores no escuro. Os pombos no telhado da garagem, de cabeça sob a asa conforme os motociclistas guardam o capacete sob o braço, a ambulância velha a que faltava uma roda, em cujos bancos não me importava de dormir se não dormissem ratos, lixo, bicharada. Devia tê-la roubado e trazido para o meu quarto, ratos incluídos, com autorização para comerem a biblioteca, os lençóis, o tapete, a roupa dos armários, facturas, manuscritos, cartas de tradutores com dúvidas

(se lhes falasse das minhas...)

retratos, condecorações, diplomas, prémios, as loiças de Rafael Bordalo Pinheiro, a televisão apagada. Um cabeleireiro aqui perto tem escrito na montra um resumo dos seus serviços, que inclui unhas de gel, drenagem linfática e banho de lua. Banho de lua é quase tão notável como cri cri cri foguete. Fui perguntar: consiste em pôr a pessoa toda loira, do cocuruto aos pés, só não compreendo lá muito bem o que tem isso a ver com banho e com lua. Se um dia destes cruzarem um sujeito amarelo-maçaneta sou eu. Não voltei ao hospital e se voltasse quem me conhecia? Corredores, corredores. Um internado a perseguir um enfermeiro coxo. O médico que trazia o molho de piripiri na algibeira para condimentar o almoço do refeitório. Gente a pedir cigarros. O Dinis Machado, se lhe pediam cigarros:

- Não posso, só tenho dezoito.

Escrevíamos cada um na sua ponta da mesa e o texto dele chamava-se Fado Alexandrino: ficava óptimo no meu, deu-mo. Havia alguma coisa que o Dinis não desse tirando os cigarros, difíceis de dar porque não os tinha nem os fumava: fumava uma espécie de charutitos, vestia-se como um gangster da Lei Seca, as patilhas, o penteado. Ao sorrir os olhos pareciam as ranhuras das caixas das esmolas e eu

- Deixa-me enfiar uma moeda no teu sorriso.

Com o Dinis falava de livros, tínhamos a mesma linguagem, a avó dele explorava uma casa de raparigas e o Dinis, em criança, almoçava com as meninas, aprendeu segredos, aos cinco ou seis anos, que demorei tanto tempo a encontrar, quando, em adolescente, uma rapariga se despiu para mim tive vontade de ajoelhar, escutei as palavras com que Deus advertiu Moisés

- Descalça-te que o chão que pisas é sagrado

e comovi-me até às lágrimas dado que um corpo feminino é um milagre que nenhum homem merece. E agora, de repente, apareceu-me a imagem da minha mãe a dar de mamar a um dos meus irmãos, de pálpebras descidas, com uma fralda a cobrir-lhe quase todo o peito. E envergonha-me que nós, que não nascemos mulheres, sejamos capazes de sujar tudo. Anunciar à rapariga das tocas o céu com as asas.

pais e filhos




há uns meses atrás solicitei a muita gente o voto para a escolha do melhor desenho do concurso do clube gomby, por múltiplas e variadas ordens de razões.
1- porque era muito bonito;
2- porque tinha menos votos do que merecia na realidade
3- porque a artista era filha de uma pessoa muito especial
4- porque essa pessoa especial era minha amiga
o desenho não ficou no merecido primeiro lugar, mas a angariação de votos foi bem divertida!
... eis senão quando a artista é a capa da pais e filhos deste mês. a M. tem um enorme potencial no mundo das artes, também tem uma nova irmã bem pequenininha, muito corajosa e cheia de garra a C. uma lutadora... a mãe não tem descrição desde a doçura, à força, à paciência e a tudo mais que todas as mães do mundo deviam ter assim não lhe faltem as forças. parabéns aos 4!!!

já é oficial

vou ter um afilhado ou uma afilhada, só saberei ao certo daqui a mais 1 mês... de qualquer maneira fui incumbida de escolher o nome, ajudar a... a mãe quer que seja menina e gosta de maiára, não me choca e com o hábito até entra no ouvido, tem musicalidade (as outras opções eram diana e jéssica), se for menino é francisco (aqui a escolha é da minha responsabilidade dado que as outras opções eram gilson e afins) fica com o nome do bisavô, há outra opção também escolha minha mas podia causar problemas à mãe e não vou querer isso...
o nominho ou nome de casa, a mãe já escolheu se for menina é ámórrinha, amorinha que era como nos referiamos ao rebento antes de saber se ele vinha para ficar... a menina-mulher disse-me ontem vai ser amorrinha que era como a professora chamava, acho doce!

1 ano

a minha princesa fez ontem um ano, a tia foi a famalicão e levou uma prenda que a menina gostou, tem letras, desenhos e canções, foi vê-la feliz a abanar o rabinho e a cantar aos som do fungágá da bicharada... a guigas da tia é mesmo um must... continua parecida comigo!!! tem 2 dentes e baba-se!!!

em santa apolónia...

um jovem que vive por ali mesmo aproxima-se e pede-me um cigarro, páro, sorrio, lembro-me da conversa de ontem com um dos meus meninos enquanto estávamos em lisboa a tratar dos documentos dele, vou à mala, tiro o maço, mesmo antes de lhe estender um cigarro, diz-me o moço, "de mentol não isso faz mal a um homem, obrigada!" e afasta-se sorrindo também...

quinta-feira, julho 16, 2009

ontem, hoje e amanhã...

a esta hora o céu de lisboa muda e as cores de lisboa transformam-se... azul violeta sarapintado de pontos brancos brilhantes mesclado com tons laranja que se vão apoderando do espaço imenso... aguardo em suspenso os pensamentos estão a mil, questões sem resposta, ideias que não passaram disso mesmo, pensamentos que não rasgaram a parede espessa dos silêncios, respostas sem corpo porque no mar das confrontações prefiro não megulhar sob risco de perder o pé e me afundar sem retorno... o laranja vai ganhando espaço tomando formas indefinidas e para mim pouco familiares que a esta hora há muito que não encontro mais do que um mundo onírico muito meu, apesar das formas que vão crescendo a cada madrugada lá fora...
o céu de lisboa tranforma-se a cada madrugada e não o assisto... a esta hora a minha disponibilidade costuma estar presa em mim! hoje é um dia diferente...

terça-feira, julho 14, 2009

último dia!!!



fiquei oficialmente desempregada... e estou feliz!!! até porque trabalho não me vai faltar ;D
foi um ano cheio de momentos altos, baixos também os houve mas ficaram tão lá atrás que nem me lembro...
esta equipa foi maravilhosa e devolveu-me o que tinha perdido algures lá atrás, não só recuperei como ganhei ainda mais, cada dia mais...
os nossos mininos também ganharam e muito com o nosso trabalho e é bom chegar ao fim do ano e sentir no olhar de cada um deles, mesmo dos que se perderam ao longo do tempo que os ajudámos a brilhar, a acreditar que há muito mais para lá do que lhes é conhecido ou familiar! e nós ganhamos ainda mais pelo tanto que aprendemos com eles.
neste último dia vim a lisboa com o nosso pirilampo e ele ensinou-me o significado da palavra corréu... e este ano fez de nós corréus, fomos cumplices no crime de acreditar nas capacidades deles e definitivamente somos culpados!!!
volto à escola em Setembro!!! e no entretanto vou trabalhar, porque o que fiz na escola não foi trabalho, prazer ;)

sábado, julho 11, 2009

lucky me 'cause i found you...

um sentimento cresce no meu peito e deixa-me indisposta. só depois de todos estes anos começo a aceitar que o mundo está cheio de filho/as da puta (chamar o bois pelos nomes não é inovador já nas memórias de elefante estas 3 palavras se perfilam) e que por mais que eu continue a acreditar que no fundo, bem lá no fundo o diabo é boa pessoa, o mundo real é bem diferente. a minha vida é bem mais difícil por ser teimosa e continuar a não aceitar o que a cada momento está bem diante do meu nariz. a única vantagem que tenho em ser como sou é que de quando em quando lá calha conhecer alguém que foge à regra e eu, que de estúpida tenho muito (principalmente por acreditar que no fundo, no fundo o diabo é boa pessoa), lá ganho mais um amigo/a para a vida. é que de tanto chafurdar na porcaria volta e meia lá se encontram umas pérolas e acho que o meu dom é recolhe-las de modo a facilitar e aproveitar da melhor maneira o meu percurso por este mundo!

P.S. este post tinha um nome "if you can't beat'em join'em?" e quando cheguei ao fim mudei-o, é que às vezes fico mesmo zangada com a vida ou com a injustiças, mas pensar nas amigas do coração normalmente devolve-me a alegria e a serenidade... lucky me because i found you! (all yous included, meaning a mocita com o coração do tamanho do mundo que se esconde atrás do mau feitio só na primeira impressão(comigo já não te atreves a ter mau feitio senão já sabes que levas beijinhos), a realista doce compenetrada e com um olfacto clínico dos mais apurados que eu conheço (palavra de teresa), a mulher do norte, pirulita e a gaja com nome de escola)estão ordenadas de acordo com a ordem de entrada na minha vida. há situações em que sou óptima em arrumação, ainda há esperança para mim!

domingo, julho 05, 2009

estou presa em casa...

... até cumprir a obrigação de entregar o trabalho que me foi proposto bem antes do prazo, assim eu despacho-me mais rápido (gosto pouco de obrigações) e o cliente fica satisfeito. é um cliente de afecto logo o meu corpo responde à obrigação naturalmente. não preciso de despertador para acordar bem cedo, bem disposta, para começar a trabalhar. o meu horário depende completamente de mim (nunca pensei que pudesse correr tão bem e não custasse quase nada. começo a trabalhar com objectivos intermédios bem definidos, cumprir um desses objectivos dá direito a um café ou almoço com amigas, estar presente em jantares de celebração da vida, ir até à praia, conhecer mais um pouquinho do inferno do lobo antunes, tem corrido bem estou a 18 dias do prazo e perspectivo entregar tudo duas semanas antes, patrões satisfeito, funcionária maravilhada consigo própria. já está marcado o cabeleireiro para comemorar, fazer colónias de férias, ter reuniões em torno de outros sonhos, tive tempo de viajar, para fora e cá dentro, para descontrair, para escrever coisas por aqui, para cumprir os meus deveres laborais e para não me cansar em excesso... felizmente os patrões não sabem que tenho um blog de outro modo numa próxima, se a houver, apertariam os prazos e tudo seria mais difícil. em todos os momentos as minhas amigas mais próximas, as do coração, colaboraram, presencialmente ou simplesmente interessando-se pelo decorrer do trabalho. elas são o meu maior tesouro, o segredo deste (e outros) sucesso(s). os meus pais à sua maneira (des)confiaram, tens que comprar dossiers, o que te propões a fazer não é fácil, levantaste sempre tarde, a minha madrasta que me conhece ainda melhor confiou na minha capacidade de me levantar cedo assim tivesse alguma coisa para fazer... e tenho! vou trabalhar que ainda falta um bocadinho e enquanto esse não estiver feito não posso preguiçar à grande... como é meu apanágio!

sexta-feira, julho 03, 2009

se não sabe é melhor não perguntar...

solicitam da mesa a última intervenção porque a hora já vai avançada e o mr wolf tem vontade de ir fazer xixi (dito pelo próprio, o seu a seu dono, nada de liberdades artisticas)
senhor intelectual da assistência: não nos quer contar um bocadinho sobre o livro que vai sair em outubro só para nos aguçar o apetite...
antónio: se eu pudesse resumir o livro em 2 minutos não tinha passado 2 anos a escrevê-lo

também do sr eduardo...

ele lá saberá a propósito do quê... da vida, talvez?!?... pergunte-lhe se ficarem mesmo curiosos!
"a coisa mais difícil é um inteligente fazer-se passar por estúpido!"

eduardo lourenço à conversa antónio lobo antunes

a obra do antónio sabe a mar. (deve ser por isso que ando tão entretida a ler um e outro e mais outro e os que demais vierem, tenho leitura para o verão inteiro)

quinta-feira, julho 02, 2009

obama rocks!!!




o obama tem, certamente, uma enorme probabilidade de levar um tiro... mas tem-nos no sítio e um batalhão de seguranças! vende a imagem what you see is what you get... and it works perfectly. e mata mosca e ofende-as depois de mortas... causa-me urticária a necessidade que a maioria dos politicos têm de manter uma imagem sem mácula especialmente porque alguns desses imaculados são verdadeiras nódoas. a assembleia pretende-se cinzenta, pura, superior para português ver mas sendo constituída por pessoas o embuste é demasiado óbvio. mas cá continuo a acreditar que um dia terá cor, terá vida, pois de tempos a tempos vai aparecendo um ou outro personagem que me dão a réstia de esperança necessária para continuar a cumprir o dever fundamental da democracia em que acredito.

quarta-feira, julho 01, 2009

perspectivas...

a caminho de uma instituição da qual os meus putos fogem como o diabo foge da cruz mas que na minha companhia a coisa até é bem serena... disse o meu puto enquanto passavamos por um boneco com uma ementa... "já não venho aqui faz tanto tempo, antes aquele boneco era bem grande, agora está quase do meu tamanho!". sorri com ternura que nestas alturas é tudo o que consigo fazer e lá continuámos para falar com a senhora que no fundo só queria saber se ele estava bem ;)

outros mundos aqui tão perto...

nas minhas viagens por outros mundos, que distam poucos minutos do meu, os problemas estão nos antipodas... dizia-me hoje uma menina-mulher enquanto esperavamos " a professora não me conhecia no ano passado mas eu era gordinha quando vim de lá tinha pernas e rabo, agora estou magrinha e eu não quero ser magrinha, acho que vou à farmácia pedir um remédio para ficar como era antes"... próximo passo acompanhá-la à farmacia e ao médico se preciso for para saber se é possivel que o desejo dela se cumpra!
é que a genética é lixada que o digam as ordas de modelos que comem de tudo e parecem cabides porque foram abençoadas pela natureza!!!

saber a mar...

aos dezanove anos alguém me apelidou de menina azul... foi a fase em que deixei de vestir preto integral e passei a vestir azul, a sentir azul, que arriquei no desconhecido mundo das cores. hoje sou laranja quem me conhece sabe, soube mais tarde que esta tonalidade é complementar ao azul e tudo ganhou um novo sentido. há pouco tempo, em conversa com alguém próximo numa tarde à beira da piscina, exclamei já entendi o que unifica os homens por quem me apaixonei é o cheiro a mar! ela pediu-me para ser mais precisa e tentei... não te consigo explicar mas sei que é o cheiro a mar, conheço-os longe do mar, pode ser numa festa de aldeia no interior, numa feira no ribatejo, na cidade dos estudantes, numa discoteca, na esplanada, na biblioteca, em casa de amigos, não conheci nenhum deles na praia, nada sabia sobre eles, mas se alguém capta a minha atenção é porque cheira a mar... não é nada objectivo, não está na cor dos olhos, nem na cor da pele, nem no tom de voz, nem na cor da roupa, não está em nenhuma caracteristica fisica... mas acabo por lhes descubrir a paixão pelo mar, a afinidade com o mar! essa é a carecteristica comum entre eles... depois concretizam-se as paixões sem me aperceber que foi por aí que me deixei levar, tem sido efeméro... as relações duraram dias, duraram meses, algumas anos mas nenhuma vingou... HOJE parece que tudo ganhou sentido, amanhã sei lá.
o mar é imenso, é eterno, não tem principio nem fim, vem ao nosso encontro e foge, envolve, tranquiliza mesmo que esteja revolto, é constante mesmo na ausência fisica, não engana, guia-se por leis objectivas, as da física, basta conhece-lo, muda a forma a cada momento mas na essência é, assustadoramente, simples! É sempre sempre o MAR...

terça-feira, junho 30, 2009

quando se é novo é para toda a vida...

de antónio lobo antunes encontrado na versão revista e reencontrado aqui


Não sei a idade dele. Tem o cabelo branco, o bigode branco, rugas em parênteses sucessivos dos lados da boca, um dos olhos morto, sepultado no caixão das pálpebras, as mãos tremem um bocadinho à procura das coisas e dá-me a impressão que as coisas o ajudam aproximando-se, misericordiosas

- Agora podes

da dificuldade dos dedos. Quando estão viradas para esse lado as coisas são simpáticas, quando não estão escapam-se da gente, rolam, escorregam, caem no soalho, partem-se: é preciso tratá-las com bons modos ou apanhá-las distraídas, de costas para a gente, saltar-lhes para cima

- Já cá cantas

e as coisas, que remédio, aceitam. Então convém segurá-las pelo pescoço, de preferência com os dentes, e esmagar-lhes as vértebras num movimento rápido, como os leopardos fazem aos antílopes. Esmagar-lhes as vértebras talvez não seja boa ideia porque as coisas amolecem e deixam de servir. O melhor é seduzi-las devagarinho, sorrir-lhes, soprar piropos, adulá-las, pedir

- Anda cá copo, anda cá garfo

e pegar-lhes numa firmeza doce, a murmurar ternuras. Ao poisá-las, logo que vier a pergunta aflita

- Deixas-me assim?

responder

- Eu já volto

ou

- Depois telefono

e se as coisas estranharem

- Nem sequer tens o meu telemóvel

fingir que se toma nota no nosso, visto que vamos precisar delas de novo e convém manter uma relação de pré-namoro implícita. Quantas jarras não se quebram por falta de ternura, quantas tesouras desaparecem das gavetas, desiludidas connosco, quantas lâmpadas não se fundem na sequência de falta de carinho? E quando as casas deixam de gostar de nós e nos começam a enxotar para a rua? Quando as camisas perdem um botão de punho de propósito, sentindo-se abandonadas? E as nódoas que arranjam para se vingar da gente? A empregada lavou-as, engomou-as e elas

pumba

uma nódoa ressentida. Quem quiser ter paz não pode provocar as coisas, entristecê-las, tirar-lhes a esperança de um futuro em comum, senão a vida torna-se impossível: um pneu em baixo, a chave que a fechadura recusa, a caneta que perde a tinta a meio de uma frase, os iogurtes que levaram sumiço do frigorífico e ainda ontem lá estavam. Aproveitaram o outono para emigrar, como os patos bravos e as turistas suecas, e corre-se o risco de, ao entrar em casa, quase nem um móvel e um alicate, na poltrona, a magoar-nos a nádega. Apanhamos o alicate, exigimos explicações

- Como é que vieste aqui parar?

e explicação alguma, uma mudez feroz, ultrajada. Voltando ao início não sei a idade dele. Tem o cabelo branco

(não se esqueçam das coisas)

o bigode branco

(tive de mudar de esferográfica, aí têm a prova do que disse)

rugas em parênteses sucessivos dos lados da boca, um dos olhos morto, sepultado no caixão das pálpebras, as mãos tremem um bocadinho, ao expirar o bigode horizontal, ao inspirar mete-se-lhe na boca, a perna esquerda, mais complicada que a direita, de joelho acima ou abaixo do outro, arrasta-se num ímpeto tracejado

(o professor do liceu para mim

- A tracejado, burro, não a cheio

diabético e cruel, cheirando a rosas podres, e eu com medo que a tinta da china do tira-linhas pingasse

- Vê lá se pingas isso tudo, palerma)

o fato conheceu melhores dias, o nó da gravata desaparece num dos lados do colarinho

(oxalá esta esferográfica aguente, não fui amável com ela)

e, no entanto, não sei quê nele com dezoito anos, o sorriso, um meneio, uma aura de inocência, um apetite de caramelos e comboios de lata que não sou capaz de definir e lhe flutua em torno. Espera comigo na loja do cidadão a fitar tudo num espanto de primeira vez, encantado, deve apaixonar-se por lagartixas, bolos de creme, anéis de feira, palhaços, ser uma desgraça no tracejado, como eu. Há muito tempo que não via tanta infância em ninguém. Tira um relógio da algibeira

(um relógio de brinquedo, aposto, de ponteiros impressos no mostrador)

verifica as suas dez horas e dez horas perpétuas, volta a guardá-lo, satisfeito. Quantas vezes não desenhei relógios no pulso, com um pincel? Enquanto ele guarda o relógio aproveito para espreitar o meu e, a gouache encarnado, dez horas também, está certo. O único problema dos relógios desenhados é que se desbotam num instante, é preciso reforçar as dez horas dia sim dia não. Disse-lhe a exibir os meu ponteiros

- Nenhum de nós se atrasa

e ele, do fundo do bigode, a piscar-me o olhinho que sobra

- Sempre fomos pontuais não é?

isto afirmado não com a boca, com o único dente

(o que aconteceu às esferográficas que pifam umas atrás das outras?)

por sinal escuro, por sinal grande, se tivesse à mão uma lagartixa dava-lha, um comboio de lata, caramelos, encontram-se compinchas por todo o lado, quando o seu relógio de brinquedo e o meu relógio feito a pincel marcarem dez e meia

(dez e meia não, as aulas acabam ao meio-dia e meia)

fazemos uma corrida a ver quem chega mais depressa ao coreto do largo, perto do homem que vende castanhas no inverno e gelados no verão, podemos fumar um cigarro às escondidas, podemos tentar apanhar um pombo

(nunca consegui apanhar nenhum)

podemos comparar a profissão dos nossos pais e perceber qual é o mais importante, podemos fazer braço de ferro

(como sou canhoto com a esquerda ganho sempre)

podemos esquecer-nos um do outro que não faz mal porque arranjámos um amigo, vou-me à caixa do algodão da minha mãe, tiro um bocado, enrolo-o, aplico-o contra o intervalo entre o nariz e a boca e fico com um bigode muito maior que o dele.

o pequeno marinheiro solitário...

dirigi-me a ele porque estava sózinho, sentado no degrau e triste porque o jantar era peixe e ele não gostava de peixe, de peixe nenhum, desejava que o jantar fosse pizza ou hambúrguer com sumo e gelado à sobremesa, mas era peixe e ele não gostava de peixe. sobre esse assunto não posso fazer nada, mas talvez este seja um peixe especial que tu vás gostar, ainda não viste como foi cozinhado, vamos esperar para ver é que sabes eu também não gosto de peixe, no entanto estou certa que este vai ser diferente e me vá saber bem. perguntei-lhe porque estava sózinho disse-me que para além de não gostar de peixe também não gostava da sua cor, é que os outros gozam, como é possivel não gostares da tua cor és castanho chocolate, eu gostava de ser da tua cor, queres trocar? encostamos os braços um ao outro, ele disse-me não dá, não dá para trocar e lá foi brincar. ficámos na mesma mesa e, tal como eu que não gosto de peixe, comeu tudo até ao fim. depois foi no passeio nocturno em que ia-mos enfrentar os lobos e os ursos que vivem na serra de sintra agarrou-me a mão, estava com muito medo, o seu coração batia forte e não parava de perguntar como eram os ursos, se era seguro ir, se eles comiam pessoas respondi a tudo que sim e o medo crescia dentro dele e hesitava em avançar mas continuava, como se sentisse que o medo a qualquer momento podia ficar insuportável comecei a tranquilizá-lo e a dizer que provavelmente àquela hora os ursos estariam a dormir, por isso bastava que não fizesse barulho e os ursos nem dariam pela nossa presença, ele persistia mas os outros, os barulho dos outros pode acordar os ursos, não te preocupes com isso. depois de um silêncio...
Ele - de que cor são os ursos?
eu -castanhos
ele - e as orelhas dos ursos?
eu - castanhas
ele - e só há ursos dessa cor?
eu - não também há brancos mas esses não vivem aqui na serra de sintra por isso com esses não tens que te preocupar... (silêncio) olha se os ursos são castanhos se calhar não comem pessoas da mesma cor que eles
o meu coração sorriu e confirmei a sua expectativa
eu - olha, isso é verdade já viste a tua sorte eu também tenho um bocadinho de sorte que sou um bocadinho castanha e pode ser que por ser tua amiga eles também não me comam a mim...
...
já no páteo da casa ouviam-se barulhos no jardim e só o meu pequeno amigo lhes dava atenção 3 adultos e ele
insistiu que vinham barulhos do jardim, que deviam ser ursos ou lobos, como que não lhe ligassemos
disse em jeito de pensamento audivél avançando para o jardim
eu sou castanho chocolate, os ursos não comem pessoas da mesma cor que eles, vou ver!
apanhou o susto da vida porque do jardim veio em direcção a ele o V. que lhe pegou ao colo
ao grito seguiu-se uma sonora gragalhada
depois de toda esta emoção foi hora de dormir
(...)
o pequeno marinheiro solitário recorria à minha companhia até que uma das meninas com quem partilhei o quarto me veio perguntar tu és prima dele, respondi que sim, ele disse-me então conheces-me desde pequenino, claro disse-lhe eu... mais tarde que não é fácil mentir a uma criança, a mesma menina veio dizer-me olha se tu e ele são primos, porque é que não sao da mesma cor? tive que lhe dizer que havia uma razão simples o nosso avô era da mesma cor mas os meus pais e os pais dele não era daí eu ser mais pálida que ele. não voltou a fazer perguntas, assim sendo parece que a consegui convencer.
(...)
intrigava-me o facto do menino estar sempre a brincar sózinho, observava-o de longe, vi-o arrastar um enorme tronco para cima de um monte de folhas e depois sentou-se no tronco e lá estava ele sózinho, no tronco, sentado... aproximei-me dele e como já não pudesse suportar a curiosidade perguntei-lhe o que é que estava a fazer em cima do tronco. J - estou a brincar aos barcos! E - então tu és um marinheiro solitário... J - o que é isso? E - é um senhor que anda no mar num barco sózinho! J - e os tubarões não o comem? E - não os tubarões normalmente são amigos desses senhores, já que eles não têm companhia e não querem fazer mal aos tubarões!

infelizmente todas estas situações não foram inventadas por mim,
não tenho criatividade para tal...
mas é tão bom quando a realidade supera a ficção

estórias da colónia

é simples aos 3 anos dar lições de humildade... mesmo sem o perceber, especialmente porque não se percebe.
depois do jantar, um jantar com visitas fomos descobrir o espaço envolvente, conversar trocar afectos. estávamos no páteo a comer pinhões o processo era encontrá-los, reunir, parti-los e come-los. o A era o mais pequeno, estava a ambientar-se, logo os restantes tinham enorme cuidado com ele, perguntei-lhe se queria fazer uma cambalhota, achou que não era altura, imagino que se tenha perguntado como é que isso podia ser feito ali naquele chão de terra batida, outro mais ousado disse que gostaria de experimentar e exemplifiquei, mais seguro A. venceu o receio e aventurou-se, depois começou o processo da procura de pinhões e lá fomos umas 6 crianças (entre 3 e 10 anos) e eu, enquanto isso uma delas perguntou quem é este novo menino, respondi "é filho do Dr. X e da Drª Y", A. ouviu a minha resposta e quando me calei oulhou-me e disse rebatendo a minha apresentação "sou filho do meu pai e da minha mãe", sorri e encaixei!

mais e mais obrigada

pelo tanto que aprendi na casa da praia, recordo a importância do trabalho em equipa daquelas mesmo boas que quando não acerta reinventa soluções, da atitude terapêutica nos diferentes contextos, da importância das regras e limites, do impacto que tem na na criança/adolescente conseguir traduzir os sentimentos em palavras que possam ser entendidas e acolhidas palavras que tenham significado para eles, palavras de afecto, da importância de reconhecer o código escrito, da importância de somar, da dificuldade de subtrair ou dividir dos que já pouco têm de seu, do papel da imaginação e do mundo mágico de esperança cheio de lobos, ursos, tubarões e papões que temos que ter coragem de enfrentar. estes 3 dias de colónia ajudaram-me a consolidar, outra e outra vez esses tesouros de conhecimento. um grande bem haja ao sonho do Senhor da cenouras por ter perpetuado as suas descobertas cientificas em livros, por ter deixado marca em quem com ele trabalhou, por ter perpetuado o que foi aprendendo na sua curta passagem pela vida em quem teve a sorte de privar com ele, por ter sido mestre mesmo que esse não fosse objectivo. por continuar a existir bem vivo, no ambiente da casa e nos corações da equipa, por ter ousado sonhar e não se ter coibido de concretizar o sonho sem medo que depois de consumado perdesse o encanto.
obrigada por me terem dado a oportunidade de voltar e reparar que se o céu estiver limpo do alpendre de consegue ver o mar é que às vezes estamos tão absorvidos com o trabalho que o que está a mais de um palmo do nosso nariz se perde e pode ser tão bonito...
ao joão dos santos e à casa da praia um grande bem haja por existirem hoje e sempre!
deixem as crianças sonhar

domingo, junho 28, 2009

as coisas que eu não quero...

um dia ao contar a alguém que tinha acabado de conhecer sobre este blog foi-me perguntado sobre o que é que escrevia. respondi coisas e talvez por defeito profissional fui vaga (é que ganhei o vicio de nunca responder a uma pergunta sem entender o porquê de ela me estar a ser feita). era giro que escrevesses sobre as coisas que tu não queres. volvido todo este tempo agarro essa sugestão neste post, ajustando a minha linha editorial à sugestão de tempos idos, porque a letra desta canção sintetiza o meu maior receio chegar a uma qualquer altura de vida e perceber que não fiz o suficiente para que o lamento aqui expresso seja por mim sentido.
a minha luta mais constante tem sido pertencer ao mundo dos adultos e ter tempo para não esquecer tudo o que desde sempre dá significado ao meu viver, observar o que me rodeia, dar importância às pequenas coisas, assistir ao nascer e ao por-do-sol, surpreender-me a cada momento com as novidades que sempre lá estiveram mas às quais nunca tinha dado atenção, continuar a absorver o mundo "com olhos de beatriz, de guigas ou de joão" surpreendendo-me permanentemente...
assim a coisa que eu não quero mesmo é chegar ao fim da vida e ter perdido algures no caminho o brilho no olhar, o sorriso e a vontade de aprender mais e mais com todas as pessoas que vou tendo oportunidade de conhecer...
é fácil ser feliz, menos quando é difícil!


quarta-feira, junho 24, 2009

hoje amanhã e depois...

colónia da casa da praia porque recordar é viver... e há memórias que são para reavivar sempre que nos seja dada essa oportunidade!

quinta-feira, junho 04, 2009

em jeito de balanço...

este ano foi bom... falhei umas quantas vezes mas acertei muitas mais... fui PJ, alma gémea, teresinha e térêsaaa... surpreenderam-me muitas vezes, por confiar! mesmo quando nada o faria prever e vi-os crescer emocionalmente, acreditaram neles, cada vez mais, nas suas potencialidades e mesmo os que não cumpriram o objectivo gostaram de andar na(pela) escola... tiveram momentos felizes, cooperaram, cumpriram objectivos intermédios, empenharam-se, esforçaram-se, por ser mais e melhor nas coisas boas... disse não, zanguei-me muitas vezes, disse coisas bem duras, verti algumas lágrimas... é qui à professora tem olho mole! mas depois de tudo ficam os sorrisos, os beijinhos, os mimos, a emoção dos bons momentos, os abraços, os sucessos e o desejo forte de um futuro MARAVILHOSO!

um grande bem haja aos putos e um ainda maior aos professores,
vocês são maravilhosos!!!

a coisa mai linda da tia...






... é esta belezoca!!!


é muito parecida comigo, sabe apontar muito bem, ri muito, gosta de dançar,
tem dois dentes e baba-se!!!
que mais posso eu querer de uma sobrinha?!?!

ontem na ópera, hoje em monsaraz, amanhã em nova york!!!

dom giovanni, amei, dormir a correr, abraços às 7 da manhã, acordar o dorminhoco, partir em direcção ao alentejo, arrisquei o conhecimento do inferno, mas imperava a agitação e fiquei na 3ª pagina, fui mudando o lugar, tentando tranquilizar o entusiasmo, depois foram os cromeleques e os menires e monsaraz à vista, foram demonstrando os saberes, da escola e da vida e foi bom ouvi-los! vê-los maravilharem-se com as paisagens alentejanas, observá-los a brincar todos juntos e connosco, a fazer de conta. o almoço foi tranquilo. a emoção de ser certificado e ligar aos pais a dar as boas novas. depois a pedra dos namorados, eu caso no ano que vem e vou ter dois anos repletos de festas dos casamentos deles ;)
agora vou fazer a mala até ao meu regresso!!!

segunda-feira, maio 25, 2009

importante é eles (alunos/crianças/jovens) não fazerem tudo o que querem, mas quererem tudo o que fazem!

eduoard claparede

sábado, maio 23, 2009

noite com alma

a noite começou em negrais, com direito a leitão e tudo, companhia de colegas de trabalho e amigos (professores e auxiliares da escola), regada com uma sangria maravilhosa, muitas estórias, gargalhadas e sorrisos.
de amarelo segui até casa da raka e do ima, onde tive o prazer de conhecer a D. Ana, uma querida, só podia, afinal é mãe dos dois. seguimos para o soul club, desta vez já de amarelo (eu e a raka, sem combinar nem nada) e roxo (o ima), só podia ser bom pressagio já que são cores complementares. o ambiente era bom, não se fumava onde não era permitido (problema para mim que tive que cumprir a lei, toda a gente sabe que as leis foram feitas para serem quebradas, mas não gosto de ser eu a dar o mote)! a música tinha alma (nem todas, mas a maioria), a pista estava cheia...
o ima espalhava magia (a lembrar os tempos do loft com os pandinhas logo ali ao virar da esquina) a raka e eu observávamos as movimentações (o decoro assim o exige) enquanto embalávamos no som da música e comentávamos as inúmeras possibilidades que o J.V. teria de encontrar ali um modelo para as tais fotos, chegámos a pensar em iniciar o casting... mas as horas já iam avançadas e verificámos que não havia tempo... assim sendo e uma vez que o ima tinha que se levantar cedo ;D, demos a noite por encerrada, com toda a alma possível e com a promessa de voltar, verdade raka?






pensamento do fim do post: saudades das noites do loft que acabavam ao som do time of my life quando o sol já ia alto... parece que a idade não perdoa, ou então foi só um intervalinho... é que o tamariz está prestes a reabrir!!!

sexta-feira, maio 22, 2009

em conversa com uma mãe...

... eu nasci portuguesa, só quando vim para portugal é que deixei de o ser.
pensei é estranho, para não dizer vergonhoso, roubarem a nacionalidade a alguém quando veio viver para a sede do "império"!

p.s. voltarei ao tema quando tiver oportunidade

quinta-feira, maio 21, 2009

quem vai a abrantes deixa Tomar atrás...

foi este o lindo ditado popular com que me brindaram quando contei a uma amiga onde tinha passado os últimos 3 dias. para não variar soltei uma gargalhada. foi tudo di bom. a actividade, os mininu, a animação, a equipa... nem me apetece contar vou guardar tudo para mim!!!

domingo, maio 17, 2009

e se o antónio lobo antunes te oferecer um livro...

... isso é o momento mágico do dia!!!
ir à feira do livro é um ritual que se repete ano após ano. tinha combinado fazê-lo hoje com um amigo. e foi mágico por muitos motivos... cheguei cedo e por isso aproveitei para comprar livro infantis com prefácio do coimbrita, como é que me tinham falhado estas edições. dirigi-me depois ao stand da bruáá e comprei o novo livro que me soou levemente a joão dos santos e à casa da praia...


segui até à orfeu negro para cumprimentar um amigo de há muito, ilustrador que muito aprecio (ver mais aqui) para lhe perguntar se podia utilizar uma dos seu desenhos neste post (sim já nessa altura sentia que a tarde passada na feira do livro se iria tornar memorável) e se caso eu escrevesse uma história ele poderia fazer uma ilustração, anuiu ao meu pedido de imediato e segui até ao final do corredor cheio de pessoas e de livros enquanto pensava que apesar da crise a feira estava cheia e isso só pode ser um óptimo sinal. entretanto, bip bip, era o d. acabadinho de chegar, combinámos o local de encontro e sentei-me num banco de jardim, afastada da confusão tendo por companhia um senhor que ouvia atentamente a partir de um rádio roufenho a homilia de comemoração dos 50 anos da inauguração do cristo-rei. entreti-me a ler as aquisições, subitamente levanto olhar e reparo numa menina que sorria para mim do seu carrinho empurrado pela mãe. sorri de volta e voltei a mergulhar na história à espera... já acompanhada dirigimo-nos à leya e fomos escolhendo livros até chegar aos 8 que na compra de 4 ofereciam o mais barato enquanto criticava aquele espaço que me parecia confuso, pouco convidativo. aí percebi que o lobo antunes estava a autografar os seus livros e à falta de um quarto busquei o arquipélago da insónia já decidida a enfrentar a fila que se avolumava. a escolhas foram essencialmente de afecto zafron (a conselho da clau), miguel torga (a fazer lembrar o meu pai que este ano não pode vir) e os antónios; aleixo (do meu alentejo e porque sem instrução nos deixou este livro); lobo antunes (por estar ali, pelo afecto com que o ouvi falar no mais inusitado lançamento de um livro que há anos me fez sair do ispa em direcção a um teatro só para o ver falar, pela inteligência com que cede entrevistas). combinamos enfrentar a fila à vez vantagem de estarmos 2... enquanto eu ia pagar os livros, ele aguardava na fila dos autógrafos, depois trocávamos eu aguardava e ele buscaria outros livros noutros espaços. aguardei, aguardei aguardei, e fui percebendo que num curto espaço estavam isabel do carmo, fernando nobre, eduardo sá, eduardo agualusa estes foram os autores que consegui identificar. estavam duas pessoas à minha frente e chegou o d. que no entretanto tinha ido ao carro buscar as crónicas do lobo antunes que lhe emprestei no ano passado, assim com'ássim sempre levava 2 autógrafos... na mesma altura surpresa das surpresas li na capa de um livro pousado numa das mesas de autógrafos nuno júdice e veio-me à cabeça a anabela e os desejos especiais de uma páscoa feliz e azul (que na verdade só li mais tarde, desculpa)... chagada a minha vez pousei os 2 livros na mesa antónio, um é mais antigo mas se não se importar gostava que autografasse também, sem responder comentou para o lado enquanto afagava as paginas do meu livro "enquanto usarem este papel não é mau!" com o olhar perguntou o meu nome "teresa" e escreveu 1, outro, voltou a falar para o lado "oferecemos este a ela" sorri um sorriso largo com vontade de lhe saltar ao pescoço e disse "obrigada", antes de me levantar perguntei se lhe podia dar 2 beijinhos e agradeci novamente "pode" e sorriu com ternura e os seus olhos azul mar olharam os meus castanho chocolate... trocou palavras e cumprimentos com o d. foi... MARAVILHOSO!

modificado daqui mas confirmo também
esta tarde assisti ao momento calipo de morango


viemos embora não sem antes comprar mais 2 livros do nuno júdice que foram devidamente autografados para a anabela com amizade dele e minha!!!

ao telefone...

vendedor: bom dia Drª teresa fala do (nome da empresa) chegou a utilizar os nossos serviços no ano passado?
eu: bom dia! não!
v: porquê, drª teresa?
eu: esqueci-me de enviar a carta para marcar!
v: estou a telefonar à drª teresa porque hoje durante a tarde vamos voltar a oferecer-lhe um fim de semana, como a drª teresa já esteve connosco o ano passado, a drª teresa não vai ficar muito tempo, o objectivo é só a drª teresa ir lá e buscar o seu voucher, tem disponibilidade drª teresa?
eu: sim posso passar lá mas pode tratar-me só pelo nome
v: é prática aqui na empresa tratar as pessoas pelo titulo, drª teresa
eu: nesse caso terá que me tratar por mestre porque agora já não sou drª sou mestre!
v: muito bem mestre teresa (riso) drª teresa a que horas poderá passar por lá?
eu: por volta das 3, mas olhe que tal como no ano passado não vou comprar nada
v: não faz mal drª teresa queremos apenas dar-lhe a oportunidade de experimentar os nossos serviços!
eu: nesse caso, lá estarei!

a nossa senhora de fátima atenta à quantidade de mentiras que o vendedor teve oportunidade de me pregar, bem tentou impedir-me de chegar à expo, todos os caminhos estavam cortados entre o chiado, só que isso significava que também não havia passagem para a minha casa e teimosa como sou lá parei para perguntar a um polícia como poderia ir até stª apolónia e por curiosidade perguntei o porquê de tanta estrada cortada... o polícia disse-me que a causa estarem a transportar a nossa senhora até almada por causa da comemoração dos 50 anos do cristo rei, ao que respondi: valha-me deus!

... mais tarde já no hotel demorei 30 minutos a convencer a vendedora que não estava interessada no magnifico investimento que senhora me estava a propor, ora que estou muito mais convincente porque no ano passado demorei cerca de 1 hora até fazer o vendedor desistir que estava a perder tempo comigo!
o magnifico cartão que me estavam a propor com todas a excelentes vantagens, a senhora não primava pela inteligência, mas tinha a cassete muito bem estudada... dei-lhe todas as dicas para me tentar convencer, mas ela ignorou uma após outra e queria à força que eu desejasse viajar para a república dominicana, para o algarve e para o sul de espanha a preços fantásticos eu falei-lhe na india, em moscovo, na taliândia e a senhora continuava, mas não gostava de passar uma semana em agosto em albufeira ou em porto banaus (a senhora disse mesmo assim) ou na republica dominicana a preços fantásticos? não, já lhe expliquei que não! que esse sítios para já não me interessam... e um cruzeiro, eu fiz um cruzeiro fantástico no brasil tinha tudo no barco, apeteceu-me responder parabéns para si mas a educação não me permitiu... foi engraçado vê-la a insistir que me estava o oferecer um excelente, investimento depois de eu lhe ter dito 10 vezes que não ia comprar nada... da próxima vez se eles continuarem a insistir em oferecer-me fins de semanas no algarve, levo um dos meus putos e aposto como saímos de lá em 5 minutos! é que eles quando fazem cara de maus são mesmo convincentes ;)

o amor é muito mais simples...

...do que à partida nos pode parecer... os adultos é que só complicam!!!

«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.» Rebeca, 8 anos

«Quando alguém te ama, a maneira como pronuncia o teu nome é diferente. Tu sentes que o teu nome está seguro na boca dessa pessoa.» Billy, 4 anos

«O amor é quando uma rapariga põe perfume e um rapaz põe colónia da barba e vão sair e se cheiram um ao outro.» Karl, 5 anos

«O amor é quando vais comer fora e dás grande parte das tuas batatas fritas a alguém, sem a obrigares a darem-te das dele.» Chrissy, 6 anos

«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.» Terri, 4 anos

«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.» Danny, 7 anos

«O amor é estar sempre a dar beijinhos. E, depois, quando já estás cansado dos beijinhos, ainda queres estar ao pé daquela pessoa e falar com ela. O meu pai e a minha mãe são assim. Eles são um bocado nojentos quando se beijam.» Emily, 8 anos

«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.» Noelle, 7 anos

«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.» Tommy, 6 anos

«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.» Clare, 6 anos

«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.» Elaine, 5 anos

«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.» Chris, 7 anos

«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.» Mary Ann, 4 anos

«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.» Karen, 7 anos

«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.» Jessica, 8 anos

E a última? O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso em que ele teve de ser júri. O objectivo era encontrar a criança mais cuidadosa.

A vencedora foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse:

"Nada, só o ajudei a chorar!"


P.S. a mónica enviou o mail e eu tomei a liberdade de publicar é MARAVILHOSO

sexta-feira, maio 15, 2009

narcisismos...


correndo o risco de ignorar os direitos de autor e levar com um processo em cima!!! este foi o quadro que a querida equipa de professores (no sentido lato) me ofereceu junto com a história da fada té, no dia dos meus anos... deixou-me sem palavras e à 3ª linha da história senti que as lágrimas iam saltar por isso fechei o postal e mandei tudo almoçar a toque de caixa porque já estávamos atrasados. sei que decepcionei professores e alunos por ter conseguido conter a mistura explosiva de clorato de sódio com H2O é que já estava tudo de lencinho de papel na mão... mas também com prendas assim uma pessoa fica sensivel ;D

quarta-feira, maio 13, 2009

mais pessoas especiais que merecem...

... lugar de destaque!


PARABÉNS minha PIRULITA!!!

as pessoas especiais merecem...

... lugar de destaque!!!

ver aqui

segunda-feira, maio 04, 2009

coimbra de matos




hoje lembrei-me de ir ao google e colocar o nome do próprio para ver se encontrava por lá o meu professor...
nada mais longe são 1880 entradas mas das que fui vendo nem uma só me transmitia o que ele conseguia naquelas tarde de quinta feira já distantes do meu 4º ano no anfiteatro da escola. tinha a figura de um homem do norte e ao mesmo tempo de avô, uma presença forte, fumava cigarro atrás de cigarro (na altura em que ainda era permitido), ensinava a contar histórias, as palavras eram carregadas de afectos, respondia às nossas dúvidas por mais ridículas que fossem, parando sempre um momento para pensar e a nossa dúvida ganhava espaço no seu pensamento, parecia ter a ambição que as suas palavras nos fizessem pensar pelas nossas cabeças, bebíamos as suas palavras, mesmo quando utilizava vernáculo para dar mais força à mensagem (imagem) que nos queria transmitir, utilizava o humor, repetia algumas histórias mudando o contexto pequenos pormenores e elas parecia-nos sempre novas (ou não). a sua presença impunha respeito, respeito pelo homem, pela idade, pela sabedoria, pela inteligência, pelo sentido de humor, pelo tempo que nos dispensava, pela arte com que usava as palavras, pelo afecto. dizia-nos que qualquer mestre sonha ser ultrapassado pelo seu aprendiz pois só assim terá cumprido a tarefa a que se propôs... e nós acreditávamos! dizia-nos no seu papel de professor que quem sabe faz, quem não sabe ensina, falava-nos dos congressos de psicanálise paredes meias com os congressos de cabeleireiras onde passava os coffee breaks, uma vez que nas situações sociais as cabeleireiras eram bem mais divertidas e sorria um sorriso de criança já marcado pelo tempo e dizia muitas outras coisas que guardo na memória mas que reservo por me sentir uma privilegiada por ter tido a oportunidade de partilhar com ele esses momentos.

um dia quando tempos mais tarde me cruzei com ele no corredor do consultório ganhei coragem e disse-lhe meio envergonhada gostei tanto que tivesse sido meu professor, ele agradeceu e sorriu!

profissão: professor...

os meus pais foram ambos professores... talvez por isso ou só porque sim... lembro de vários professores que fui tendo ao longo da vida. desde a d. antónia professora da primária que dizia a teresa é muito inteligente se não fosse tão preguiçosa. depois no ciclo tive uma professora de educação visual a professora teodoelinda que me ensinou a pintar azulejos, mais uma de francês da qual não me lembro o nome (no ciclo também diziam a teresa é muito inteligente mas muito preguiçosa). chegando a santarém houve a professora teresa borges também de francês, a professora fátima vasquez que me ensinou que não contavam só as notas dos testes mas contava muito a participação para a nota final, a professora de matemática entre o 10º e o 12º ano que me deu um voto de confiança depois dos meus testes com classificação de 5, 7 e 9 no 1º período me deu 9 porque tinha a certeza que eu ia levantar as notas e levantei mesmo, a professora graça frestes e a professora ana violante de biologia, mais a professora de história graça galvão... até ao 12º muitos foram os professores que me marcaram a alguns tive a oportunidade de dizer o quanto foram importantes na minha formação enquanto pessoa. depois veio a universidade, desses guardo com saudade alguns destacando especialmente o professor Emílio salgueiro e o professor coimbra de matos quantas e quantas vezes pensei o quanto gostava de regressar ao ispa assim de surra só para me sentar no anfiteatro no meu de tantos outros e ter o prazer de os voltar a ouvir, voltar a pensar as suas palavras e os novos sentidos que foram ganhando ao longo de todos estes anos mas os meus horários nunca o permitiram. à casa da praia volto sempre que posso e aí tive uma equipa inteira de professores, mesmo os que não o eram me ensinaram muitíssimo, pela maneira de estar, de pensar, de contar as histórias passadas que se cruzavam com as histórias presentes e que moldaram a minha maneira de estar hoje na escola. escola onde continuo a aprender com muitos e muitos professores nos quais consigo rever características dos muitos que me foram marcando durante toda a vida!!!
um grande bem-haja por terem marcado a minha vida de forma tão indelével!