sábado, julho 25, 2009

há pessoas que não se vendem

uma das minhas guerras com o meus putos é fazer com que eles percebam que há coisas que o dinheiro não compra, pessoas que não se vendem.
esta vontade de ter por vezes cega-os e leva-os a fazer opções duvidosas (não digo isto num sentido moralista). as opções são duvidosas, na minha óptica, pelo efeito que têm nas suas vida porque os levam a ter problemas, preocupações, dificuldades em deitar a cabeça na almofada e dormir tranquilo, tudo coisas que um puto de 16 anos pode prescindir para viver a sua adolescência de forma saudável. a gravidez acontece e seja bem vindo quem vier por bem, se for essa ou opção ou se por acaso já passou o tempo de fazer uma IVG em segurança, desde que a partir daí a contracepção passe a fazer parte do seu vocabulário, as experiências com substancias ilícitas ou mesmo com lícitas fazem parte do crescimento e daí poderá não vir grande mal ao mundo se não deixarem que as ditas lhes limitem os sonhos e moldem a vontade.
como gostam e confiam em mim passaram a acreditar que as melhores coisas do mundo não se pagam, os bons dias e os beijinhos da manhã não tem preço, os sorriso que trocamos (e as lágrimas) tb não, o azul do céu e o sol e muitas outras coisas.
já lhes contei histórias de coisas que vivi que mostram isso mesmo e mesmo com alguma desconfiança inicial e muitas perguntas pelo meio, os convenceram, acredito eu.
é fácil falar se nunca tivermos sido sujeitos a propostas e aliciamentos se ajuizarmos os outros porque nos consideramos acima ou à distância da situação, penso que ao longo do ano foram acreditando uma e outra e outra vez que se calhar há mesmo pessoas/situações que não têm preço.
ontem/hoje tive conhecimento que mais uma situação que só reforçou a minha ideia que as minhas melhores amigas are priceless, se para mim já o eram agora são-no para mais algumas pessoas.
quando precisar já tenho mais estórias para comprovar os meus pontos de vista, o que eu lhes tento transmitir, (eu e muitos outros) e lá vão eles voltar a olhar para mim com aquele olhar que fica entre o surpreendido e o orgulhoso(ainda que ao mesmo tempo lhe passe pela cabeça "foi mesmo burra a professora, a professora não existe, tinha sido tão mais fácil aceitar...).
a cada escolha que eles fazem optando por caminhos menos óbvios e mais inesperados dadas as circunstâncias, orgulho-me deles, sinto uma enorme alegria pelos nossos caminhos se terem cruzado, por ter tido o prazer de um dia me ter cruzado com cada um deles.
cada verdade que me confidenciam, mesmo daquelas que sabem que vão doer, ou desiludir, por confiar cresço com eles e cresce o meu prazer de crescer no cacém...

PS. eu, por vezes, também duvido se estas minhas opções impregnadas dos princípios e valores que me foram passados me levam a grande sítio, me trazem alguma vantagem assim daquelas mesmo palpáveis... se a razão não está noutro sítio qualquer... estas duvidas perduram por cerca de 10s! sou mesmo assim, teimosa!

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