sexta-feira, julho 17, 2009

antónio e eu...

a propósito desta crónica aqui em baixo, lembrei-me da última vez que nos cruzámos com ele... não foi um acaso, foi daquelas coisas mesmo pensadas, ele vai lá estar vamos lá e pedimos, o pior que pode acontecer é dizer-nos que não... e disse! mas tenho para mim que da próxima depois de tudo bem explicadinho tim tim por tim tim vai arriscar um sim!
tinhamos encontro marcado com o mister wolf na cidade universitária, a loura e a morena sabiam, ele não! e chegámos mais cedo para ouvir os entendidos dissecar a memória de elefante... puro engano... dissecavam o arquipélago da insónia, aguentei 10 minutos só o tempo de uma pausa entre o discurso e a discussão porque a educação assim o exige e zás... assim que o senhor se calou viemos para fora... do mr wolf nada e do corte e recorte do texto dele, do esmiuçar os sentidos, do atribuir causalidades e sentidos, do atribuir pensamentos ao livro (toda a gente sabe que o livro não pensa) o escritor pensou-o e escreveu mas o livro não ganhou vida depois de editado, pensar sobre o que está escrito e fazer disso trabalho é coisa de académico estéril (não em todas as ocasiões). aguardámos pelo mr wolf e quando ele chegou lá me aproximei e pedi um (re)autografo uma vez que esta memória de elefante já tinha sido assinada em 89 na feira do livro, 20 anos volvidos e cá está outra vez o jeitoso para lhe escrever mais 3 palavrinhas e uma data. depois foi ouvi-lo tentar conversar com um senhor que gosta de conversar com ele, mas que perante aquela assistência se terá inibido e quis dizer coisas interessantes não deixando mr wolf contar a história da sua cunhada (gosto de pessoas que contam histórias, mesmo que fosse só por contar) e ficámos até ao fim logo na primeira fila a ouvi-lo tentar contar e a interromperem-no com perguntas sobre o fio temporal agostiniano que tentou imprimir à obra, foi esse o seu propósito? desculpe não me chame nomes faz xavor... e pediram-lhe para levantar o véu da sua próxima história, respondeu abespinhado que tinha levado 2 anos a escrever o livro e se pudesse resumi-lo em 3 minutos não o publicaria, mas contou da senhora do hospital que tinha na lembrança um corredor escuro e um relógio (acho que foi isto). depois a loura e a morena fizeram-lhe nova espera e pediram-lhe para escrever, mostrou-se hesitante e quando ia-mos começar a explicar assustou-se e despachou-nos dizendo que ia apanhar um avião, que não voltava tão cedo e não tinha contactos, mas chegou a perguntar se eramos jornalistas... esperança do sim no próximo encontro da morena, contrastou com a desesperança pelo não neste encontro da loura... mas haverá desenvolvimentos no próximo encontro o não continua a ser garantido e pode ser que a dupla dinâmica o consiga vencer pelo cansaço...

1 comentário:

paula vicente disse...

Pois é, Té. Acho que o problema do Mr. Wolf era o facto de uma ser loura e outra morena...Como decidir qual a melhor decisão para algo que não podemos falar????? Perante a indecisão, como o outro diria, eu tenho dois amores...Mas, para si Mr. Wolf não vamos desistir. Tenho dito. Loura