sábado, maio 29, 2010

alice no país das maravilhas ou o refugio nº 2



gostava de o visitar o wonderland da alice...
se calhar já lá estive e nem dei por isso, talvez por distracção!
no ano passado um colega, na escola, disse-me que eu lhe parecia o gato da alice, por causa do sorriso permanente que nunca sabia bem o que queria dizer, eu disse-lhe que a maioria das vezes ali na escola me sentia como o sr. coelho, "estou atrasada, estou atrasada para fazer não sabia bem o quê?". se calhar tenho um bocadinhos dos 2... a grande diferença entre mim e o coelho é que tenho sempre tempo para dizer olá, a minha dificuldade está mais no adeus (ao contrário dele). quanto ao gato, para além do sorriso, (já me disseram que quando tentavam lembrar-se de mim só viam dentes), a maior afinidade que sinto ter com ele é mesmo a capacidade de me tornar invisível, mas o sorriso paira pelos sítios onde passo e permanece... é a minha imagem de marca acho que desde bem pequenina. acho que foi por causa dessa capacidade de me tornar invisível e aparecer nas alturas e locais mais improváveis que o meus putos me apelidaram de PJ. vindo de quem vinha podia ser uma tentativa de ofensa, mas se a intenção inicial era essa esfumou-se, porque nos fartamos de brincar à volta disso e quase sempre quando precisaram, mesmo que não soubessem aqui a PJ aparecia e ajudava-os a resolver.
há muitos coelhos por aí pessoas, que não sabem o que fazer ao tempo, que só contam com elas, logo estão sempre atrasados para alguma coisa, porque na estrada há o trânsito, no trabalho há mais pessoas, na vida existem os sentimentos dos outros e se só contarmos connosco corremos o risco de atropelar quem se cruza no caminho.
tomás tinhas razão se fosse um personagem da história estava definitivamente mais perto do gato!!!
o refugio nº 2 também esteve sempre por perto: a escrita. Há alturas, quando não estou sr. coelho, que o exercito bastante!

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