terça-feira, maio 04, 2010

desejo-te as maiores felicidades...

e eu a ti, miúdo, desde o dia em que te conheci... acho que ainda guardo no fundo, bem lá no fundo, na gaveta das minhas recordações cada momento que te dispensei, porque gostava mesmo de te fazer companhia porque sempre foste especial. guardo a ida ao jardim zoológico e a tua tristeza quando o balão voou depois de eu te ter avisado muitas e muitas vezes que o ias perder se continuasses a brincar assim. E o esforço que fiz para não te comprar outro logo a seguir. a minha surpresa quando no dia dos teus anos me disseste que o que querias de prenda era um hamster e o fomos comprar, a tua alegria e a tua certeza que quando fosses grande querias ser veterinário, o carinho com que o cuidavas. o dia em que te levei no jipe do meu pai para o parque do alto de s.joão, com um amigo, te coloquei no meu colo, como o meu pai fazia comigo e te deixei guiar e no final vos pedi para não contarem a ninguém senão iam achar que eu era maluca (e na verdade era, quanta inconsciência). o dia em que me telefonaste, na manhã dos meus anos (depois de uma noite em que pouco dormi) e me pediste para te levar a visitar a tua irmã e quando eu te disse que ia ter contigo depois de almoço me disseste "se quiseres podes vir cá almoçar, hoje são batatinhas!" foi um dos melhores almoços que tive até hoje. e depois no vasco da gama me obrigaste a ir buscar um hamburger porque não eras nenhum macaco para estar a comer e os outros a olhar e eu fui e quando voltei já comias alegremente! (malandro senti-me enganada, mas tb não me custou comer o hamburger e fazia sentido a tua exigência) guardo as vezes que te zangaste comigo porque era eu que estava ali à mão porque não te deixavam fazer isto ou aquilo e como tentava acalmar-te e te dizia do fundo do meu coração, com toda a verdade, que se tivesse um irmão mais novo ia querer que fosse igualzinho a ti. guardo a lembrança de nunca teres pedido nada além da minha companhia, mesmo que soubesses (eu sei que sabias que qualquer coisa que me pedisses eu ia tentar que conseguisses ter). guardo a simplicidade com que colocavas as questões, a honestidade, a justiça nas solicitações, o teu sorriso tímido, a tua alegria perante coisas tão simples, como uma concha. guardo a maturidade com que contavas algumas das tuas vivências e como admirava a tua força, que só alguém muito especial pode ter aos 11/12 anos. guardo a mágoa de não me ter tido a mesma maturidade, no dia em que foste embora e me ter ido despedir de ti... vou-te contar um segredo, durante 5 anos não consegui voltar ao sítio onde te conheci, agora já lá volto de vez em quando! (porque uma das minha colegas de escola foi para lá trabalhar)... de ti também só tenho boas recordações!!!

2 comentários:

Clau disse...

colega??? Fico contente com o final feliz... com o (re)encontro por te saber(vos) tão especial...

disse...

errata:
onde se lê colega deve ler-se amiga do coração, está melhor?!?!

não te sabia tão sensível é uma questão de terminologia, e a uma AMIZADE como a nossa, não fica minimamente beliscada pelo facto de eu escrever que és minha colega até podia ter escrito tia, prima ou gaja, o sentimento não alterava nem um bocadinho, mas o texto ganhava em sentido de humor! :P